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Operação do Sistema Cantareira seguirá na Faixa de Restrição em fevereiro

Operação do Sistema Cantareira seguirá na Faixa de Restrição em fevereiro

Na Faixa de Restrição, a SABESP pode captar até 23 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira. Em condições de normalidade, essa captação pode chegar a 33m³/s

AAgência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, continuará operando na Faixa 4 – Restrição a partir de 1º de fevereiro, conforme o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

A manutenção nessa faixa de operação ocorre em razão do Sistema Cantareira ter registrado, em 30 de janeiro, último dia útil do mês, um armazenamento de 22,16% de seu volume útil, valor entre os limites superior (30%) e inferior (20%) que determinam a operação do Sistema na Faixa 4 – Restrição definida pela Resolução Conjunta nº 925/2017.

Com o Sistema Cantareira operando em Faixa de Restrição, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) continuará autorizada a retirar do sistema até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s), podendo também utilizar em fevereiro, como medida de mitigação, vazão adicional correspondente à vazão transposta do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul.

No período úmido, que vai até maio de 2026, a liberação de vazões para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (bacias PCJ) é realizada pela SABESP a partir de comunicados da SP Águas, visando a atender aos valores médios mínimos de vazões definidos pela Resolução Conjunta nº 925/2017 para os postos de controle estabelecidos na norma. Os comunicados da SP Águas são simultaneamente encaminhados aos Comitês PCJ, conforme § 2º do Art. 5º da Resolução.

As agências reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda pela SABESP no âmbito dos serviços de abastecimento de água. Recomendam, ainda, a adoção de medidas pelos demais usuários para preservar o volume de água nos reservatórios do Sistema.

Gestão compartilhada

A gestão do Cantareira é realizada de forma conjunta pela ANA e pela SP Águas, que acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento para subsidiar decisões operativas.

A permanência na Faixa de Restrição segue critérios definidos pela Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica de 2014/2015. A norma estabelece limites de retirada de água de acordo com o volume acumulado no Sistema Cantareira, conferindo previsibilidade às condições operativas e maior segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo e para as bacias PCJ.

O Cantareira

O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

É composto por cinco reservatórios interligados – Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro – com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, conta também com a interligação entre a represa Jaguari (no rio Paraíba do Sul) e a represa Atibainha, ampliando a segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo.

Embora seus reservatórios estejam localizados integralmente em território paulista, parte das águas que os alimentam provém de rios de domínio da União, por terem nascentes e trechos em Minas Gerais, compondo a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Nesse contexto, a ANA e a SP Águas fazem o acompanhamento diário dos dados de níveis da água, vazão e volume armazenado, visando a subsidiar a tomada de decisões.

Fonte: gov.br


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