saneamento basico

Análise da compostagem como técnica sustentável no gerenciamento dos resíduos sólidos

Resumo

Os resíduos sólidos urbanos estão no centro de uma das principais discussões sobre qualidade ambiental. A técnica de compostagem, utilizada nesse artigo, é uma estratégia sustentável no gerenciamento desses resíduos; técnica que tem como proposta a reciclagem da matéria orgânica descartada, de forma ecologicamente e economicamente viável, pois tem como resultado final um produto incapaz de gerar danos ao meio ambiente. O presente estudo analisa o gerenciamento e operacionalização através do retorno de bens e materiais após seu consumo, tendo como fim a minimização de prejuízos ambientais, através do tratamento adequado dos rejeitos. A pesquisa classifica-se como: aplicada, sob o ponto de vista da natureza, pois objetiva gerar conhecimentos práticos dirigindo à solução de problemas específicos, envolvendo interesses socioambiental e socioeconômico. Tem por objetivo apresentar a compostagem como método adequado para gerenciamento de resíduos sólidos urbanos e avaliar a técnica como uma proposta de canal logístico reverso na geração de valor ambiental, social e econômico. Além de, analisar a decomposição dos resíduos; verificar as vantagens que a técnica apresenta na complementação da reciclagem biológica e utilização do composto orgânico na agricultura; como identificar os benefícios sustentáveis qualitativos e econômicos com a produção do adubo. Como conclusão, revela a diversidade de alternativas favoráveis com a utilização da técnica, ao meio ambiente. O experimento aponta uma brecha para possibilidade lucrativa com a comercialização do fertilizante orgânico, intui melhorias quanto à redução dos resíduos urbanos nos aterros sanitários, além de contribuir para agricultura, permitindo a implantação de uma cultura racional de gestão ambiental.

Introdução

O crescimento populacional desenfreado, os explícitos impactos negativos das atividades mercadológicas, frente à produção de bens e consumo, com aumento do descarte de resíduos sólidos no meio urbano, torna-se nítido o desafio da gestão desses quanto à disposição final. Denotando sérios problemas ambientais enfrentados indistintamente por países ricos, industrializados e pelas sociedades em desenvolvimento. Em face ao aumento gradativo da produção de resíduos sólidos e a maior disponibilização dos serviços urbanos de limpeza e coleta, há maiores preocupações quanto ao destino final destes. Pois, o gerenciamento inadequado causa impactos ambientais e para saúde da população.

A compostagem é o processo de reciclagem da matéria orgânica que propicia um destino útil para os resíduos orgânicos, evitando sua acumulação em aterros e melhorando a estrutura dos solos. Compreendendo simultaneamente o crescimento econômico, proteção ambiental e a equidade social no âmbito imperativo da sustentabilidade e da viabilidade financeira em longo prazo (Rondinelli e Berry, 2000).

Visto que, muitos autores asseguraram o ideal que o lixo e/ou resíduos sólidos é algo sem valor, sem importância e que deve ser jogado fora por gerar complicações contemporâneas, o presente estudo propõe a técnica de compostagem, como uma alternativa sustentável que por sua vez, ameniza os problemas socioambientais e socioeconômicos no âmbito das políticas públicas e dos problemas quanto aos gastos relacionados ao gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, como também, no comprometimento do bem-estar e cuidado com saúde da população.

Autoras: Catarinne Xavier de Melo e Sibele Thaise Duarte.

baixe-aqui

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »