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Orizon transforma lixo em biometano e reduz emissões em até 90%

Orizon transforma lixo em biometano e reduz emissões em até 90%

Dos mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos no Brasil em 2025, cerca de 40% tiveram destinação inadequada.

Dessa forma, acabaram sendo encaminhados para lixões a céu aberto que, além de representarem riscos à saúde pública, figuram entre as principais fontes de emissão de metano do país. Além disso, esse cenário amplia os impactos ambientais e reforça os desafios relacionados à gestão adequada dos resíduos sólidos.

É nesse gargalo que a Orizon Valorização de Resíduos, liderada pelo CEO Milton Pilão, atua: transformando o que a sociedade descarta em energia renovável, combustíveis de baixo carbono, créditos ambieentais e matérias-primas recicladas.

Listada na B3 desde seu IPO, em fevereiro de 2021, a empresa acumula mais de 25 anos de operação no setor de resíduos. Nesse período, consolidou um modelo em que tratar o lixo de forma ambientalmente adequada e gerar valor econômico são faces do mesmo negócio.

Marília Garcez, diretora de Economia Circular, Comunicação e Sustentabilidade, destaca que colocar o setor de resíduos no centro das discussões sobre clima e transição energética define o papel da companhia no mercado.

“Na prática, demonstramos que é possível converter um passivo urbano em soluções ambientais, energia renovável, combustíveis de baixo carbono e geração de valor econômico, ambiental e social para os territórios onde atuamos”, afirma.

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Orizon transforma lixo em biometano e reduz emissões em até 90%

O destaque de 2025 foi o avanço na produção de biometano a partir de biogás capturado nos aterros sanitários, transformados pela Orizon em ecoparques ou complexos de tratamento e valorização de resíduos.

O combustível renovável pode reduzir em quase 90% as emissões de CO₂ em relação ao diesel, o que o coloca como alternativa concreta para a descarbonização do transporte. Além disso, duas plantas entraram em operação: uma em Paulínia (SP) e outra em Jaboatão dos Guararapes (PE).

Juntas, têm capacidade de produzir 333.000 m³ de biometano por dia, o suficiente para abastecer cerca de 828.000 residências na rede de gás canalizado.

A companhia ainda investiu no fortalecimento das cadeias de reciclagem com ecopontos que oferecem remuneração imediata via Pix a catadores e condições comerciais mais estruturadas.

Com o Projeto Mulheres na Operação, ampliou a participação feminina nas atividades operacionais por meio de capacitação técnica. O Instituto Orizon está presente em cerca de 90% dos territórios onde a empresa atua, com projetos focados em educação e geração de renda.

Em dezembro, a Orizon anunciou a incorporação da Vital Engenharia Ambiental, do Grupo Queiroz Galvão, especializada em destinação final e gestão integrada de resíduos e com presença em oito estados. A aquisição amplia escala e portfólio em toda a cadeia de valorização.

Para Garcez, 2025 foi um ano de avanço, tanto em escala operacional quanto em posicionamento.

“Mais do que gerir resíduos, atuamos na conversão desses passivos em soluções alinhadas às novas demandas da sociedade”, afirma.

As perspectivas para 2026 incluem novas plantas de biometano em implantação em Guatapará (SP), Fazenda Rio Grande (PR), Tremembé (SP) e Itapevi (SP). Além disso, a iniciativa tem como objetivo posicionar a empresa como a maior produtora de biometano a partir de resíduos da América Latina.

DESTAQUES DO SETOR

Copasa

Com 2,9 bilhões de reais investidos em 2025, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) colocou a sustentabilidade no centro da sua estratégia de crescimento.

O resultado mais concreto é a expansão do tratamento de esgoto. Atualmente, o serviço alcançou 80,1% da população atendida em 636 municípios de Minas Gerais. Além disso, a companhia continua avançando para atingir a meta regulatória.

“A sustentabilidade é um pilar estratégico que impulsiona o modelo de negócios e fortalece a proposta de valor no longo prazo”, afirma Marília Carvalho de Melo, diretora-presidente da companhia.

O Programa Pró-Mananciais mobilizou 52,4 milhões de reais em 288 municípios, com plantio de 10,6 milhões de mudas e instalação de 830.900 metros de cercas para proteção de áreas de preservação permanente.

O programa Engajar para Transformar, por sua vez, foca a universalização dos serviços de água e esgoto, ampliando conexões em comunidades ainda sem acesso. A iniciativa gerou retorno estimado de 20 milhões de reais ao faturamento da empresa.

Para 2026, o plano inclui a adoção integral das normas IFRS S1 e S2 do ISSB, padrão global para divulgação de riscos climáticos.

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BRK

A BRK Ambiental vem acelerando sua agenda ESG e investiu 16 milhões de reais em 2025, combinando descarbonização, expansão de energia renovável e projetos voltados para a segurança hídrica e a inclusão social.

Uma das maiores companhias privadas de saneamento do Brasil, a BRK Ambiental assumiu o compromisso de zerar as emissões líquidas até 2040, com metas intermediárias de redução de 10% até 2025 e 30% até 2030.

Além disso, a estratégia inclui estações de tratamento mais eficientes, queimadores de biogás e autogeração de energia renovável. Entre 2018 e 2021, a empresa afirma ter evitado o desperdício de 21 bilhões de litros de água com programas de combate a perdas.

Em energia, superou a meta inicial de renováveis ao atingir 54% do consumo elétrico em fontes limpas em 2021. Na frente social, o projeto Fonte de Futuro leva água potável a escolas públicas em áreas vulneráveis, combinando tratamento de água e educação ambiental.

Por fim,  em Limeira (SP), a universalização do saneamento contribuiu para reduzir internações por doenças hídricas, além disso, gerou ganhos socioeconômicos estimados em mais de 3 bilhões de reais ao longo de 30 anos.

Fonte: Exame

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