saneamento basico
Esgotamento sanitário por que ele impacta diretamente a saúde pública

Esgotamento sanitário: por que ele impacta diretamente a saúde pública

A falta de coleta e tratamento adequado de esgoto continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública no Brasil. Embora muitas vezes invisível no cotidiano das cidades. O saneamento básico está diretamente ligado à prevenção de doenças, à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.

Segundo Reginalva Mureb, presidente da Aegea SC, investir em esgotamento sanitário significa investir em saúde preventiva.

“Quando a gente fala de saneamento básico, estamos falando de saúde, de combate à pobreza e de qualidade de vida”, destaca a executiva.

O contato da população com esgoto sem tratamento favorece a disseminação de doenças como hepatite A, leptospirose, diarreias infecciosas, verminoses e outras enfermidades transmitidas pela água contaminada. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis aos impactos da ausência de saneamento adequado.

Além das consequências diretas para a saúde, o problema também pressiona hospitais e unidades de atendimento, aumentando os gastos públicos com doenças que poderiam ser evitadas com infraestrutura básica. Estudos do setor apontam que cada real investido em saneamento gera economia significativa em despesas médicas e internações.

LEIA TAMBÉM: Saneamento básico impacta saúde, meio ambiente e desenvolvimento no RS

Investimento em saneamento

Em Santa Catarina, a Aegea tem ampliado investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Em municípios atendidos pela companhia através das concessionárias Águas de Palhoça, Águas de São Francisco do Sul, Águas de Penha, Águas de Bombinhas e também Águas de Camboriú.

A presidente da companhia também ressalta os impactos ambientais da ausência de tratamento adequado. O despejo irregular de esgoto compromete rios, praias e mananciais, afetando diretamente o abastecimento de água e atividades econômicas como o turismo. Em regiões litorâneas, por exemplo, a balneabilidade das praias depende diretamente da eficiência dos sistemas de saneamento.

Por fim avanço do Marco Legal do Saneamento trouxe novas perspectivas de ampliação da cobertura no país. Mas os desafios ainda incluem investimentos elevados, conscientização da população e integração entre poder público e concessionárias.

“Não dá para pensar em desenvolvimento sem saneamento. É uma infraestrutura invisível, mas essencial para garantir dignidade e saúde para todos”, reforçou Reginalva Mureb.

Fonte: Visor Noticias 

LEIA TAMBÉM: Se você confunde drenagem com dragagem, você não está sozinho

Últimas Notícias:
Seis municípios devem receber estações móveis de tratamento de esgoto

Seis municípios devem receber estações móveis de tratamento de esgoto

O modelo de estações móveis de tratamento de esgoto, apresentado pela Corsan como uma forma de acelerar o saneamento no Rio Grande do Sul, começa a se espalhar pelo Estado. Depois da unidade pioneira em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, já em operação, a Companhia avança com a implantação de estações em Horizontina, São Luiz Gonzaga, Frederico Westphalen e Serafina Corrêa.

Leia mais »
Os custos invisíveis da falta de integração entre sistemas no saneamento EOS Systems

Os custos invisíveis da falta de integração entre sistemas no saneamento | EOS Systems

Ao longo das últimas décadas, a transformação digital nas concessionárias de saneamento ocorreu, em muitos casos, de forma descentralizada. A diretoria de operações adotou um software de SCADA para controle de bombas; a equipe comercial implementou um sistema de faturamento; o setor financeiro adquiriu um ERP corporativo mercado; e o atendimento ao cliente optou por um CRM independente.

Leia mais »