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Metodologias para tratamento de efluentes têxteis: uma revisão

Resumo

O crescimento urbano desordenado causa diariamente o descarte de elevadas quantidades de efluentes, tanto domésticos como industriais, nos corpos hídricos receptores dos centros urbanos, elevando significativamente os fatores responsáveis pela degradação ambiental. Um dos ramos industriais responsáveis pelo lançamento de grande carga poluidora é o têxtil, visto que a produção é volumosa e, em 2018, atingiu marcas de produção superiores a 2 milhões de toneladas. Seus efluentes, em sua maioria, possuem grande quantidade de corantes que não foram absorvidos durante toda a cadeia produtiva e suas características variam de fábrica para fábrica e podem conter números expressivos de compostos químicos, passando de oito mil em alguns casos, como ácidos, compostos tóxicos e corantes, sendo este último um dos maiores inconvenientes do ramo têxtil. No Brasil, em razão do baixo custo de implantação e operação, a indústria têxtil faz uso de tecnologias para tratamento de seus efluentes que muitas das vezes não são suficientes para remover todos os compostos desejados, entretanto, existem soluções alternativas para o tratamento desses resíduos que possuem boa eficiência e que não necessariamente requerem alto investimento e área de instalação, garantindo novos caminhos para solução de descarte desses efluentes. Este trabalho compilou diversos estudos científicos, nacionais e internacionais, relacionados ao tema de tratamento de efluentes têxteis, trazendo uma visão ampla sobre como o assunto vem sendo abordado em todo o mundo, comparando as diferentes tecnologias empregadas, os pontos positivos e negativos de cada metodologia e os limites dos parâmetros aceitos para descarte pelos órgãos ambientais nacionais, além de ser um compilado essencial no auxílio da divulgação e disseminação das diversas possibilidades de tratamento de efluentes industriais têxteis.

Autor: Felipe Gomes Tassi.

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