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Caesb prepara racionamento de água no Plano Piloto

Se está ruim para o brasiliense, que enfrenta o racionamento de água há pouco mais de um mês, vai ficar pior. A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) decidiu restringir a quantidade de água captada pela Caesb nos principais reservatórios da cidade. A principal consequência da medida será a adoção do rodízio também nas regiões abastecidas pelo sistema Santa Maria /Torto, como o Plano Piloto, lagos Sul e Norte, Sudoeste, Noroeste e outras regiões ainda não afetadas.

A determinação da Adasa foi publicada na edição desta segunda-feira (20/2) no Diário Oficial do DF. Segundo o órgão, o nível dos reservatórios aumentou, mas não na quantidade esperada. Além disso, a economia de cerca de 14% no consumo não foi suficiente para garantir o abastecimento este ano.

No caso do reservatório do Rio Descoberto, a vazão média mensal captada pela Caesb será limitada a 3,5 metros cúbicos por segundo. O sistema é responsável pelo abastecimento de 60% da população do DF, que já enfrenta o rodízio de água a cada seis dias. Prazo que poderá ser reduzido para um intervalo menor de dias, a partir da resolução, que entra em vigor em sete dias.
Os cortes atingiram 1,8 milhão de moradores de cidades, entre elas Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará e Candangolândia.

Torto/Santa Maria

No caso do sistema Torto/Santa Maria, cujos moradores foram afetados até agora com a redução de pressão da água, o racionamento está sendo preparado, como admite a Caesb em nota divulgada nesta segunda. A captação no sistema será reduzida para 500 litros por segundo até 6 de março.

As próximas regiões atingidas pelo rodízio serão Asa Norte, Asa Sul, Noroeste, Sudoeste, Lago Norte, Lago Sul, Jardim Botânico, Paranoá, Itapoã, Setor de Mansões do Lago Norte, SOF-Sul, Condomínio Park Sul Prime Residence e Living Superquadra Park Sul.

A Caesb informou que estuda as resoluções da Adasa e que “qualquer medida que venha a ser adotada, será divulgada à população do Distrito Federal, com pelo menos três dias de antecedência”.

Essa é a pior crise hídrica da história do Distrito Federal. Tentando reduzir o consumo de água, a Caesb adotou, em outubro do ano passado, a cobrança da tarifa extra para quem gastar muito e diminuiu a pressão da rede em outras regiões do DF.

Fonte: Metrópoles

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