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Sem chuvas há três meses, DF tem água para mais 70 dias de abastecimento

Sem chuvas importantes nos últimos três meses, o Distrito Federal enfrenta a pior crise hídrica dos últimos vinte anos. A situação levou a Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal) a decretar estado de alerta na última sexta-feira (16). De acordo com a agência, se não chover nas próximas semanas, a água para o abastecimento da região irá acabar em cerca de 70 dias.

Desde o sábado (17), algumas regiões do DF já enfrentam racionamento de água. Além do racionamento, a agência estuda outras medidas para enfrentar a crise, como sobretaxar consumidores que aumentem o consumo de água e reduzir a pressão da água durante um período do dia. Também estão previstas campanhas educativas para incentivar o uso racional da água e o aumento da fiscalização para coibir a captação ilegal de água.

Com a falta de chuva, a barragem do Rio Descoberto atingiu o nível mais baixo de sua história. Responsável pelo abastecimento de 65% do DF, o reservatório estava com 40% da capacidade na última sexta, quando o ideal é que se mantenha acima de 60% do volume útil. O reservatório de Santa Maria, o segundo maior do DF, apresentava 50% da sua capacidade.

De acordo com o diretor-presidente da agência, Paulo Salles, a situação é delicada, mas se houver redução de consumo será possível chegar com segurança ao período das chuvas.

Por causa dos baixos níveis de captação e do aumento do consumo de água, em função das altas temperaturas, a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) está fazendo cortes na distribuição de água em algumas regiões. De acordo com a companhia, a medida é temporária e tem como objetivo preservar os níveis dos reservatórios e evitar falta de água em maior proporção.

Altas temperaturas
Apesar de o DF passar por um período de estiagem de cerca de três meses todos os anos, o volume de chuvas nessa época em 2016 foi o quarto menor desde 1978, quando a medição começou a ser feita. Além disso, as temperaturas estão mais elevadas, o que aumenta a evaporação de água das bacias.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a última quarta-feira (14) foi o dia mais quente do ano, com 34º de temperatura e 15% de umidade relativa do ar. O mês de setembro, que marca o fim da seca, é historicamente o mês mais quente do ano no DF.

Ainda de acordo com o instituto estão previstas chuvas para os próximos quinze dias, mas o volume não será suficiente para reverter a situação das bacias, apenas para amenizar. A partir de outubro, a previsão é que o volume de chuvas aumente. A tendência deste ano é que o volume seja maior do que ano passado, uma vez que as águas do Pacífico Equatorial não estão mais sob influência do fenômeno El Niño (que aumenta a temperatura das águas do Pacífico e reduz as chuvas aqui no Centro- Oeste brasileiros).

Fonte: Notícias R7
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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