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Aegea contrata bancos e mira IPO em 2026, dizem fontes

Aegea contrata bancos e mira IPO em 2026, dizem fontes

BTG Pactual, Itaú BBA e Morgan Stanley são coordenadores da oferta, que deverá ser realizada em fevereiro, afirmaram fontes

A Aegea contratou um sindicato de bancos para estruturar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que é planejada para ocorrer em 2026, apurou o Valor.
São coordenadores da oferta BTG Pactual, Itaú BBA e Morgan Stanley, conforme interlocutores. A empresa ainda deve contratar outros bancos para completar o sindicato. Segundo fontes, a privatização a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), que a Aegea analisa, poderá ser um gatilho para a operação.

Embora esta ainda não tenha modelagem fechada, a sinalização é que o formato atrairá a empresa, possivelmente em consórcio. Uma hipótese aventada seria inclusive, a depender das normas finais da oferta de ações, um “IPO reverso”, em que a estrutura da companhia mineira, já listada, eventualmente seria usada pela Aegea para entrar na Bolsa.

Pessoas a par do tema dizem que há algum tempo a Aegea vem tomando providências internas para se preparar para o IPO, e que a decisão final é uma questão de “timing”. A empresa já acessa o mercado de capitais local e estrangeiro frequentemente, aponta uma fonte. Além disso, o volume elevado de investimentos em curso pela companhia têm um perfil de expansão de rede, com potencial grande de elevação de receitas.

O setor de saneamento é o maior candidato para quebrar o jejum de aberturas de capital na B3, que vive uma entressafra de quatro anos.

A BRK, do mesmo setor, já anunciou que fez o registro para oferta junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fontes afirmam que a companhia deverá fazer a operação em meados de fevereiro. Para fontes, a privatização da Sabesp, realizada em 2024, foi um chamariz importante de investidores, principalmente estrangeiros, ao mercado brasileiro de água e esgoto. Como a oferta de ações foi muito menor do que a demanda, hoje empresas do setor dizem que há um “rescaldo” de interessados olhando outros ativos, o que poderá beneficiar IPOs na área.

Fonte: Valor


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