Panorama da universalização mostra avanço do saneamento, recorde de investimentos e desafios para 2033
ABCON destaca expansão dos serviços, crescimento dos investimentos e necessidade de acelerar a Universalização do Esgotamento Sanitário.
ABCON destaca expansão dos serviços, crescimento dos investimentos e necessidade de acelerar a Universalização do Esgotamento Sanitário.
A Justiça determinou que o Condomínio Residencial Parque dos Flamingos, localizado na Vila Sobrinho, em Campo Grande, realize a conexão à rede pública de abastecimento de água. O prazo estabelecido é de 120 dias.
Cerca de 2 mil famílias moradoras de cinco regiões de Taubaté passarão a contar com a ampliação da cobertura de saneamento básico. Para isso, a Sabesp iniciou um pacote de obras com investimento estimado em R$ 332 milhões.
Em julho de 2026, o Marco Legal do Saneamento Básico completa seis anos. A Lei 14.026/2020 representou uma das mais relevantes reformas institucionais do setor ao estabelecer metas claras para a universalização dos serviços, ampliar a participação da iniciativa privada, fortalecer o papel regulador da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e criar mecanismos voltados à segurança jurídica dos contratos.
“O nosso maior desafio está dentro do esgotamento sanitário”, disse o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Wilson Bley Lipski, durante a 7º InovaInfra, realizada pela revista O Empreiteiro.
Seis anos atrás, uma mudança na legislação brasileira redefiniu os rumos do saneamento básico no país. Em julho de 2020, a atualização do Marco Legal do Saneamento estabeleceu metas inéditas e desafiadoras: garantir que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.
Um estudo elaborado pela GO Associados, em parceria com o Instituto Trata Brasil, revela que a cobertura de abastecimento de água recuou no Nordeste entre 2020 e 2024. Esse período compreende os primeiros anos de vigência do novo Marco Legal do Saneamento.
Uso da taxa de ocupação de domicílios no cálculo da cobertura de água e esgoto ameaça universalização Agência reguladora do setor já prevê cálculo que mede infraestrutura em vez de variável demográfica.
Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que São Paulo alcançou 93% de cobertura de coleta de esgoto e superou a meta prevista pelo Marco do Saneamento.
Em meio a uma onda de baixo interesse do setor privado pelas últimas grandes licitações de saneamento, o governo de Rondônia tenta tirar do papel o leilão de sua concessão regional, que deverá gerar R$ 4,2 bilhões em investimentos para a universalização.