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Após aumento da energia em até 40%, Codau prevê reajuste até abril

A conta de luz do consumidor mineiro terá grande alta com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de aprovar o pedido de reajuste extraordinário da Cemig de 28,8% no mês passado (27/2). O sistema de bandeira tarifária, estabelecido para cobrir os gastos com a geração das usinas térmicas, também terá alta, de 83,3% para a bandeira vermelha, coloração em vigência atualmente e com previsão da Aneel de que seja adotada o ano todo. Além disso, é esperado um novo reajuste, com a revisão ordinária da energia da companhia, concedida anualmente pelo governo no mês de abril (8/4). Portanto, os mineiros terão três aumentos na conta de luz neste começo de ano com o somatório das revisões – ordinária, extraordinária e alta das bandeiras –, o que deve ultrapassar a 40% no Estado de Minas Gerais, segundo cálculos do Centro Operacional de Saneamento de Uberaba (Codau).

Este cenário preocupa a direção do Codau, que trabalha com uma planilha de custos fixos e já estuda para o próximo mês um reajuste tarifário extraordinário que se justifica diante da necessidade de manter a capacidade de investimentos da autarquia, perante a alta da energia elétrica, seu principal insumo. A energia impacta quase 1/3 nos custos fixos do Codau. O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, afirmou que no reajuste anunciado em dezembro/2014 não se previu este novo aumento extraordinário da energia, o que ultrapassará de imediato o impacto inflacionário calculado para suportar o ano.

Por outra via, a reação do mercado em meio à perspectiva de contração econômica impulsionando o dólar aos maiores níveis nos últimos dez anos e, ainda, a inflação de mais de 7% neste ano também alertaram a direção do Codau. “Temos acompanhado assustados toda essa variação do dólar que no período (desde o último reajuste) já teve sucessivas valorizações, ultrapassando a casa dos 25%. E essa alta impacta diretamente nossos compromissos com o Banco Mundial. O Codau tem duas parcelas semestrais de amortização e juros do financiamento contraídos para as obras de abastecimento e esgotamento sanitário do Água Viva e já estamos buscando uma carência de dois anos para que possamos fazer frente a esses compromissos”, afirmou Luiz Guaritá Neto. As parcelas são calculadas com base no valor do dólar. A preocupação é tamanha que levou o prefeito Paulo Piau na última semana à sede do Bird, em Brasília, para negociar essa questão.

Fonte: JM Online

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