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Pela primeira vez em seis anos, consumo de energia cai

Nos três primeiros meses do ano, o consumo de energia no Brasil caiu em relação ao mesmo período do ano passado. Isso não acontecia desde 2009.

Uma casa iluminada. Kátia apertava o interruptor com gosto. Até descobrir algo mais assustador do que a escuridão: a conta de luz.

“Quando chegou fevereiro, R$ 291, eu quase tive um treco”, conta Kátia Ranna, comerciante.
Era o triplo do que ela costumava pagar. Um valor alto demais, mesmo dividindo com o marido a conta e o susto.

Começou, então uma economia de guerra. A luz do andar de cima ficava acesa o tempo todo. Agora, quem abre caminho é a lanterna do celular. No quarto principal, o vilão não ameaça mais.

Os hóspedes da casa têm o conforto de um quarto só para eles. Mas aqui a economia foi radical. Em vez do ar-condicionado, os visitantes agora aproveitam o novo espaço para a ventilação natural.

O que acontece nesta casa e na de muitos brasileiros já aparece nos números oficiais.

O consumo de energia no país que vinha crescendo desde 2009, caiu. Comparando o primeiro trimestre de 2015 com o do ano passado, a queda foi de 1,8%. Os números mais recentes detalhados por setor são de fevereiro e mostram que a queda foi geral. Na indústria, os setores metalúrgico e automotivo foram os que mais reduziram o consumo em relação ao mesmo período do ano anterior

“É a redução da atividade econômica, diminuição do PIB, o aumento da inflação que faz com que as indústrias diminuam a sua atividade econômica e, consequentemente, consumam menos energia”, explica Nivalde de Castro, Grupo de Estudos do Setor Elétrico – UFRJ.

Nas residências e no comércio, o consumo, que vinha crescendo, também caiu. É a primeira vez que isso acontece desde abril de 2008.

“As famílias já estão sentindo o impacto do custo maior da energia elétrica, porque você está tendo que acionar as usinas termelétricas. Nós mal começamos um processo de realismo tarifário e as estimativas são de que janeiro a dezembro de 2015, a energia elétrica venha a sofrer um aumento médio de quase 60%”, diz Nivalde de Castro, Grupo de Estudos do Setor Elétrico – UFRJ.

 
Fonte: G1

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