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BH deve ter racionamento decretado em breve

A diretora geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Fátima Chagas, afirmou que será decretado hoje ou amanhã o Estado de Escassez Hídrica nos mananciais que abastecem a região metropolitana de Belo Horizonte. “Já foram feitas as medições, elaboramos um laudo técnico para a assessoria jurídica e a portaria deve ser publicada amanhã (hoje) no ‘Diário Oficial do Estado’”, adiantou.

Segundo ela, após as medições fluviométricas feitas nos pontos de monitoramento durante sete dias consecutivos, a situação dos reservatórios e mananciais que abastecem de água a população da região metropolitana foi considerada a mais grave. Com o estado de escassez hídrica oficialmente declarado pelo Igam nos reservatórios do rio Manso, Serra Azul e Paraopeba, a Copasa terá de reduzir em 20% a captação de água nos mananciais.

Com isso, nos próximos dias, a companhia deve anunciar as medidas de racionamento para a população de Belo Horizonte e região. A sobretaxa para quem não economizar a média dos últimos 12 meses incidirá sobre a conta de água, que ficará mais cara neste mês. O reajuste anual será anunciado no próximo dia 10 (sexta) pela Agência Reguladora dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (Arsae-MG). Para o racionamento, estão sendo estudadas medidas, como rodízio no abastecimento e redução da pressão nas torneiras.

No início do ano, a Copasa fez um apelo para que a população economizasse 30% do consumo. No entanto, esse número ficou bem aquém do necessário, o que deve fazer com que medidas punitivas sejam aplicadas. De acordo com a empresa, 20% da população da grande BH conseguiu alcançar a meta. As medições para verificar os níveis dos principais mananciais da região metropolitana tiveram início logo após a publicação, no dia 27 de março, no “Diário Oficial”, da deliberação normativa aprovada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), que traça diretrizes e normas para se determinar situação de atenção, alerta de escassez e restrição de consumo, quando as outorgas sofrem redução de captação devido à indisponibilidade de água.

Para que um manancial entre em estado de alerta, as medições de sete dias seguidos devem ser iguais a uma média entre as vazões mínimas registradas em uma semana nos últimos 10 anos. Se o volume dos mananciais chegar a 70% dessa média, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) deve decretar restrição de consumo por escassez hídrica. O que acabou acontecendo na região metropolitana de BH neste dias.

As informações de Fátima Chagas foram passadas ontem para a reportagem de O TEMPO após a primeira reunião da força-tarefa do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), criada na surdina pelo governador Fernando Pimentel (PT), que tem como objetivo avaliar e reestruturar os órgãos ambientais do Estado.

 

 

Fonte: O Tempo

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