saneamento basico

Segundo OMS 41 % não tem acesso a saneamento básico

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde 41% dos seres humanos não têm acesso a privadas ou a banhos com água encanada e tratada. São quase três bilhões de pessoas no mundo, assim, expostas a bactérias, vírus e parasitas encontrados em dejetos humanos.

A cada ano, no mundo, morrem mais de 15 milhões de pessoas vítimas de doenças infecciosas. A falta de saneamento básico é, assim, um fator que compromete a própria saúde pública mundial, promovendo óbitos e doenças gastrointestinais de toda ordem.

Os governantes, em grande maioria, enquanto assistem a morte e o sofrimento de muitos dos seus governados, reclamam: não dispõem de recursos para tratar a água fornecida à população e fazer redes de esgotos. No Brasil, infelizmente, são milhões as famílias que não dispõem de água tratada, de instalações sanitárias adequadas ou de rede de esgoto nas ruas. Em muitas cidades, o esgoto coletado – quando o é – é jogado in natura em córregos e rios pela falta de uma estação de tratamento para livrá-lo das naturais impurezas.

Dizem: os recursos públicos são pequenos! Logicamente o poder público precisa de mais dinheiro mas, lamentavelmente, falta critério na aplicação do dinheiro existente. Só isso para explicar os bilhões de reais dirigidos pelos nossos governantes para obras secundárias como, por exemplo, em construção e reformas de estádios de futebol.

Para futebol, não falta dinheiro. Onde estaria o dinheiro para saneamento básico das cidades do Brasil sem estações de tratamento de esgoto e que jogam esgoto sem tratamento em córregos e rios, provocando a poluição dessas águas e comprometendo a saúde de seus moradores? O cidadão brasileiro é, assim, atingido no direito que deveria ter de dispor de esgoto e água tratadas como fatores de higiene, saúde e bem estar.

Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto

 

 

Fonte: GCN NET

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