Cagepa diz que prejuízo será imensurável caso CG não renove concessão

O gerente regional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba em Campina Grande (Cagepa), Simão Almeida, classificou como remota a possibilidade da Prefeitura Municipal de Campina Grande não renovar a concessão e entregar o abastecimento de água da cidade para uma empresa privada. Para Simão Almeida, caso a prefeitura decida pela ‘privatização’ da água, o prejuízo para a Cagepa seria “imensurável”.

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Com cerca de 140 mil ligações de água na cidade, a ideia de não renovar a concessão com a Cagepa partiu do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.

Segundo o prefeito, o Ministério da Defesa autorizou uma análise de toda a água que os carros-pipa estão distribuindo na cidade, já que existem denúncias de que a água estaria contaminada por metais pesados.

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De acordo com Simão Almeida, o sistema que abastece Campina Grande não fica localizado no município, é interligado e abastece outras oito cidades e três distritos, sendo um dos fatores que dificultaria um processo de instalação de outra empresa.

“Eu vejo como uma possibilidade remota de acontecer [não renovação da concessão com a Cagepa], mesmo sabendo das últimas declarações do prefeito Romero. Campina tem 400 mil habitantes que usam a água, sendo em torno de 140 mil ligações residenciais. Mas, o açude de Epitácio Pessoa, que abastece Campina Grande, fica no município de Boqueirão. A estação de tratamento que trata da água de Campina Grande fica em Queimadas. Seria muito difícil outra empresa se instalar porque o sistema é todo interligado com outras cidades e distritos”, contou o gerente regional da Cagepa em Campina Grande.

Ainda segundo Simão Almeida, outra dificuldade seria de Campina Grande assumir os investimentos que estão previstos para serem realizados em um futuro próximo pela Cagepa no sistema de abastecimento da cidade.

“São investimentos que estamos prevendo acontecer em breve e não vejo o município com condições de realizá-los. Porém, mesmo achando uma possibilidade remota, caso a renovação não acontece e outra empresa venha a assumir o abastecimento, vejo um prejuízo imensurável para a Cagepa. A região abriga o segundo maior contingente populacional do Estado. Não temos como prever, neste momento, qual seria o prejuízo financeiro, mas inclui redes de instalação, ligações domiciliares e o patrimônio da Cagepa”, concluiu Simão Almeida.

Na Paraíba, o município de Sousa (no Sertão paraibano, a 433 km de João Pessoa) possui o sistema de abastecimento municipalizado. Outra cidade que possuía municipalização da água era Coremas (também no Sertão, a 398 km da Capital), mas a concessão de abastecimento municipal foi entregue recentemente para a Cagepa.

http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/tempo/2015/11/26/NWS,269605,4,64,NOTICIAS,2190-CAGEPA-DIZ-PREJUIZO-SERA-IMENSURAVEL-RENOVE-CONCESSAO-ABASTECIMENTO.aspx

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