saneamento basico

Maceió tem um dos menores índices de saneamento do Brasil

Maceió é uma das cidades com o menor índice de atendimento total de esgoto. Segundo levantamento do Instituto Trata Brasil, que analisa a situação do saneamento básico nas 100 maiores cidades do país, apenas 37,20% da população total do município tem seu esgoto coletado, média abaixo da brasileira, que é de 49,8%. Casal contesta as informações e diz que estado vem investindo alto em saneamento básico.

No ranking de saneamento, Maceió ainda ocupa o 76º lugar, mesma posição que ocupava nos estudos anteriores. Oito municípios estão em situação ainda pior, se encontram na faixa de 0 a 20% de coleta, e 42 municípios têm situação satisfatória, entre 81 e 100% de coleta, bem acima da média nacional.

O estudo do Trata Brasil utiliza os dados mais recentes do Ministério das Cidades sobre saneamento no Brasil, que são de 2014.

Para descobrir o que vem sendo feito para reverter esse quadro, o estudo também se debruça sobre o que foi investido na expansão ou melhorias dos sistemas de saneamento.

Para chegar a um percentual, foi avaliada a média dos investimentos sobre receita dos últimos cinco anos.

A capital aparece com um dos 10 piores índices entre as 100 maiores cidades brasileiras, 6,72% de tudo o que foi arrecadado com serviços.

A metodologia considera não apenas os investimentos realizados pela prestadora, mas também os investimentos realizados pelo poder público (Município e Estado).

De acordo com o levantamento, 36% das cidades investiram, na média dos últimos 5 anos (2010 a 2014), mais de 30% do que foi arrecadado, o que é muito baixo. 64% dos municípios investiram até 29%.

Em contrapartida, o indicador de atendimento total de água foi de 96,48% em Maceió. O número revela a porcentagem da população total do município que é atendida com abastecimento de água. No geral, os municípios considerados possuem níveis de atendimento em água superiores à média brasileira total, que, de acordo com o SNIS 2014 é de 83%.

Desperdício de água
O estudo também mostra que a cada 10 grandes cidades brasileiras, 7 perdem 30% ou mais de toda a água tratada. Das 100 cidades analisadas, apenas 7 perdem 15% ou menos da água faturada – índice apontado como ideal.

Segundo o levantamento, a capital alagoana perde 57,98% da água que é tratada e tornada potável pela empresa responsável. Essa perda é a parte que deveria ser faturada, mas não é por causa de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição de hidrômetros.

Maceió também registra perdas na distribuição, com índice de 57,74%, representando o que é calculado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Esse percentual indica a classificação do município no ranking que avalia a distribuição de água.

Os dados apresentados são do SNIS, com números informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao governo federal.

Fonte: G1
Foto: Jonathan Lins/G1

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »