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Odebrecht garante água até outubro em Limeira

Limeira não deverá sofrer com racionamento de água até final de outubro, mesmo que não chova nos próximos dias. É o que afirma a Odebrecht Ambiental. Segundo o diretor da concessionária, Tadeu Ramos, esse cenário é possível devido a uma parceria firmada com a companhia energética Salto do Lobo, uma pequena central hidrelétrica, localizada na bacia do Ribeirão Pinhal.

Tadeu explica que a água do lago era usada para geração de energia, mas a hidrelétrica parou com a produção para armazenar água e se tornou um reservatório reserva para o município. “Com esse lago e com o consumo de forma consciente e sem desperdício, temos a estimativa que (a água do lago) dure um mês e meio (para o abastecimento da cidade)”, afirma o diretor. “Assim, se não chover até final de outubro, não teremos problema com falta de água e, até lá, não teremos risco de racionamento”, completa. Ramos lembra que, apesar da reserva e do fornecimento normal, durante esse período, a população precisa usar água de forma “inteligente”.

Atualmente, apenas a água excedente que chega ao lago e transborda na barragem está sendo captada pela concessionária. A água do lago está sendo reservada para uso emergencial. A Odebrecht lembra que, apesar da parceria, não está excluída a possibilidade de um racionamento futuro na cidade, já que isso depende exclusivamente do retorno das chuvas.

ESTIAGEM
De acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), este inverno está sendo caracterizado como o mais seco desde o início das medições da estação meteorológica da Unicamp. Apesar da estiagem, Ramos garante que Limeira não possuiu, até o momento, problema ou interrupção de abastecimento por conta de mananciais. “A vazão dos mananciais é baixa, é crítica, mas o abastecimento continua normal e não foi comprometido em nenhum momento devido à estiagem”, afirmou o diretor da Odebrecht.

CHUVAS
Professor de Hidrologia e Drenagem da FT (Faculdade de Tecnologia) da Unicamp, Hiroshi Paulo Yoshizane, diz que ainda não há previsão de chuvas potenciais para a região. “A mudança de tempo, como o aumento na nebulosidade e na umidade do ar, prenuncia chuvas próximas – para a primeira semana de setembro”, fala. Segundo Hiroshi, a tendência é que, daqui para frente, as chuvas sejam mais localizadas – as chamadas chuvas de verão, que serão mais fortes e de curta duração.

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