Opinião do Analista: Copasa (CSMG3)

Avaliação do Resultado – Os números da Copasa vieram em linha com as expectativas, voltando a expor os desafios da necessidade de menor consumo – diante da hidrologia desfavorável no período úmido – vis a vis custos crescentes. Neste segundo trimestre, o volume faturado decresceu 11% quando comparado ao 2T14, tanto em água quanto em esgoto, refletindo as iniciativas para conscientização de consumo frente ao baixo nível dos reservatórios. O resultado operacional refletiu a combinação de menor faturamento, com pressão de custos e despesas, principalmente em pessoal, energia e PDD. Além da queda no Ebitda, o lucro líquido foi afetado negativamente por maior reconhecimento em depreciação e pela piora no resultado financeiro – ante o maior endividamento e aumento dos indexadores da dívida. Estes fatores refletiram em expansão de alavancagem da companhia, com a relação Dívida Líquida/Ebitda ajustado atingindo 3,3x ao final de jun/15, superior em relação ao 2T14 e ao trimestre imediatamente anterior. Ainda não enxergamos real alívio no contexto hídrico atual, desta forma, mesmo entendendo que os ativos CSMG3 mostram desconto, por ora, preferimos adotar um viés neutro para as ações em bolsa.

 

Iochpe-Maxion (MYPK3): avaliação do resultado

A depreciação do câmbio e a resiliência do setor automotivo na Europa e nos EUA, foram os principais fatores que possibilitaram um resultado operacional desconexo ao péssimo momento vivido na indústria brasileira. No 2T15, as vendas internacionais representaram 79% do total da receita, com destaque para o avanço de 61% em componentes estruturais de veículos pesados, nos EUA, e de 44,4% em rodas de alumínio para veículos leves, na Europa. Este último segmento foi o único a demonstrar expansão no Brasil (+38,3%), mas não teve representatividade para impedir a retração de 21,8% na soma das vendas internas. A menor utilização da capacidade instalada também penalizou sua margem bruta. Mais abaixo na demonstração, a linha de equivalência patrimonial ? que reverteu prejuízo de R$ 7,7 milhões no 2T14 para R$ 75,5 milhões positivos ? foi distorcida pela venda de participação na Amsted Maxion, sendo que, descontado este e outros fatores extraordinários em ambos os anos, a empresa aponta para um Ebitda de R$ 169,6 milhões (+22,7%). Por fim, as elevadas despesas financeiras com juros impediram evolução semelhante na linha final. Apesar do perfil de endividamento ainda incitando cautela – com estabilidade da relação Dív. Líq/Ebitda em 3,3x e alta concentração dos passivos no curto prazo (48%) -, entendemos que a Iochpe-Maxion, operacionalmente, é uma das mais bem posicionadas do setor, nos levando a manter nossa visão otimista para suas ações, especialmente quando transpassado este cenário interno mais caótico.

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Concórdia Corretora de Valores Mobiliários

Equipe de Análise

Karina Freitas – analista responsável (CNPI)

Daniela Martins (CNPI)

Danilo de Julio (CNPI-P)

 

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