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Para Alckmin, reajuste de 15% na tarifa de água é correto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse considerar “correto” o reajuste de 15,24% na tarifa de água cobrada pela Sabesp. O aumento foi aprovado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), mas está abaixo dos 23% pedido pela Sabesp. Segundo o presidente da companhia de abastecimento, Jerson Kelman, obras consideradas não prioritárias serão adiadas por causa do reajuste menor.

“A decisão da Arsesp foi correta. A Arsesp verificou todos os indicadores e aumento de custo, especialmente o da energia elétrica, queda de produção pela restrição hídrica, questões da chuva, e corretamente estabeleceu o valor”, afirmou Alckmin durante evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, na manhã desta quarta-feira (6).
Há menos de seis meses a conta teve um reajuste de 6,5%. A Arsesp explicou, na página oficial na internet, que o novo aumento de 15,2% se deve ao prejuízo da Sabesp com a crise hídrica e com a maior demanda de energia elétrica usada nas bombas.

Alckmin garantiu que nenhuma obra importante contra a crise hídrica prevista para este ano será afetada. Segundo ele, a companhia pagará a diferença dos valores previstos se houver falta de recursos por causa do reajuste menor.
“A Sabesp tem uma grande capacidade de investimento e as obras prioritárias elas serão mantidas com recursos próprios da Sabesp e com financiamento que já estão estabelecidos”, disse.

Quando as represas secaram no ano passado, o lucro da Sabesp caiu dos quase R$ 2 bilhões em 2013 para R$ 903 milhões em 2014. Mas, de acordo com o governador, apesar de a Arsesp ter permitido que a Sabesp suspenda, quando quiser, a política de descontos para equilibrar o caixa, o bônus na conta será mantido.

Alckmin apontou uso racional da água e obras estruturantes já em andamento como a estratégia para que São Paulo passe pelo período seco com garantia de abastecimento da população. A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes informou que a Sabesp fará cálculos com base no reajuste aprovado pela agência reguladora para definir o novo cronograma de obras que não são consideradas prioritárias para 2015.

 

 
Fonte: G1

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