Perda de água na distribuição sobe para 42% no Ceará

Em 2013, índice de desperdício de água no Ceará era de 37,8%, diz estudo. Em todo o Brasil, 42% da população urbana não têm rede de esgoto.

O desperdício de água nas etapas de distribuição no Ceará subiu de 37,8% para 42,4% entre 2013 e 2014, segundo Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, divulgado nesta terça-feira (16). O índice de perda de água do Ceará foi o que mais cresceu no período, mas outros 14 estados têm volumes maiores de desperdício, segundo o estudo.

Em nota a Cagece afirma que afirma que “tem realizado esforço e intensificado as ações no sentido de combater e reduzir as perdas de água”. Entre as ações estão a mobilização de unidades da companhia para o atendimento rápido de demandas como vazamentos e identificação de fraudes na rede.

Ainda de acordo com o estudo divulgado pelo Ministério das Cidades, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) apresentou uma queda no índice de população abastecida com água de 6,6% comparado a 2013, o que significa que menos pessoas tiveram acesso a rede de esgoto em 2014. Em relação ao atendimento sanitário urbano, a queda foi 8,4% no mesmo ano.

De acordo com o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, essa redução pode estar associada a uma mudança de metodologia realizada pela Cagece.
O Ceará se encontra na faixa dos estados que têm entre 80% e 90% da população urbana com acesso à água encanada. Em relação à população total, menos da metade dos cearense tem rede de sanamento adequada.

Falta de saneamento no país

Balanço divulgado pelo Ministério das Cidades aponta que 42,4% dos moradores de áreas urbanas do país não tinham acesso a rede de esgoto em 2014. Segundo o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, a falta de recursos deve impedir o país de cumprir a meta de 93% da população conectada à rede de coleta até 2033.

“Tem que levar em conta que são metas ousadas”, afirmou o secretário. Segundo ele, as maiores dificuldades enfrentadas para permitir que o número seja alcançado é a de “disponibilidade de recurso” e a gestão de estados e municípios. “Às vezes tem municípios que têm dificuldade de gestão para fazer licitação ou obter licenciamento ambiental.”

Os dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto também apontam que 6,8% da população não tinha acesso a água encanada em 2014. Segundo o levantamento, 2,4 milhões de habitantes urbanos ganharam acesso à rede de água entre 2013 e 2014.

Fonte: G1
Foto: Foto: Shirley Penaforte

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