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Prefeitura vive expectativa de troca da CAB

O destino da CAB Cuiabá deve ser definido dentro de 45 dias, conforme a Prefeitura de Cuiabá, uma vez que o plano de recuperação judicial do grupo Galvão Participações (dono da CAB) foi aprovado na semana passada. O leilão para a venda da CAB Ambiental, que controla a empresa em Cuiabá, será marcado nos próximos dias pela 7º Vara Empresarial do Fórum Central da Comarca do Rio de Janeiro.

De acordo com o procurador-geral de Cuiabá, Rogério Gallo, que na última semana esteve com o prefeito Mauro Mendes no Rio para uma audiência com o juiz titular da 7º Vara, a aprovação da recuperação atende ao “interesse do cidadão cuiabano”.

O presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Delegados da cidade (Aresc), Alexandre Bustamante, disse que a população não deve se preocupar com a situação.

“Ficou evidente que o grupo que estava financiando a empresa não tinha condições de fazer investimento e isso, sim, devia preocupar, uma vez que estávamos sendo prejudicados. Com a venda, a situação será outra”, disse.

Conforme o Executivo Municipal, a aprovação do plano é um bom negócio, em especial para os bancos, que são os principais credores. “Com a venda da CAB Ambiental, o novo operador poderá assumir o controle da CAB Cuiabá, que vem enfrentado dificuldades para cumprir com o contrato de concessão que começou a vigorar em 2012 e tem um prazo de 30 anos”.

Segundo Bustamante, entregando a empresa para outro grupo “saudável”, as condições de investimento serão mais sólidas, mas isso vai depender da apresentação da empresa à prefeitura, que pode ou não quebrar o contrato de concessão, dependendo do parecer.

O município assegurou que a empresa que assumir a CAB vai precisar da autorização, além de provar que tem condições de cumprir as metas estabelecidas.

“Esperamos que venha um operador que tenha a capacidade operacional e financeira para cumprir com aquilo que está estabelecido no contrato de concessão”, disse Rogério Gallo.

A relação da empresa com o município não vai muito bem, especialmente após relatório da Arsec ser divulgado no mês passado, onde aponta que a CAB não teria cumprido o contrato até aqui, especialmente no que diz respeito à universalização da água, em um prazo de três anos, vencido em abril deste ano. A rede de esgoto também não evoluiu e as metas não teriam sido alcançadas.

Em nota, a CAB informou que as operações vão continuar sendo realizadas mesmo diante da venda do Grupo Galvão. “Medida que não provocará interrupção na prestação dos serviços de água e esgoto na capital mato-grossense”. (YR)

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=478002

 

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