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Sabesp diz que obras podem garantir 2015 sem rodízio, mesmo com pouca chuva

Um mês depois de afirmar que, num cenário extremo, a Sabesp poderia adotar um rodízio “drástico” na Grande São Paulo, o diretor metropolitano da companhia, Paulo Massato, afirmou nesta quarta-feira que por ora não há previsão de adoção de rodízio de água na região metropolitana – e que a volta das chuvas ao Cantareira tornou a situação mais confortável. “Hoje podemos trabalhar com um cenário mais otimista”, afirmou, ao chegar à Câmara Municipal para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contrato da Sabesp com a prefeitura. Ele ressaltou, contudo, que a situação ainda é crítica.

Em 27 de janeiro, Massato chegou a afirmar que, para se economizar mais água do que já se faz, algumas regiões teriam de ficar até cinco dias sem água semanalmente. Segundo o jornalO Estado de S. Paulo, a ideia era considerada inviável até mesmo dentro da companhia.

Hoje, contudo, o discurso foi mais positivo. “Esperamos que essas chuvas continuem no mês de março e só no final do período chuvoso é que poderemos tomar uma decisão sobre como vamos passar o período de estiagem. Não há nenhuma previsão por enquanto (sobre rodízio)”, acrescentou Massato. O diretor metropolitano da Sabesp ressaltou que a situação ainda é crítica e que o Sistema Cantareira opera com a primeira cota do volume morto. “Estamos trabalhando em situação de contingência”, disse. “É uma situação muito incômoda trabalhar ainda com reserva técnica do Cantareira.”

Segundo Massato, a previsão da Sabesp é que, com as obras sendo executadas atualmente, será possível passar pelo período de estiagem sem ações “drásticas”. “Trabalhamos com um cenário muito pessimista, que é de 80% das chuvas ocorridas em 2013 e 2014, um cenário que nunca aconteceu. Aí as obras serão suficientes para que a gente passe 2015”, disse.

Massato destacou a atuação dos grandes consumidores da Sabesp, que, segundo ele, ajudaram na redução da demanda. “Tivemos parceria muito forte com os grandes consumidores, que perfuraram poços e atuaram fortemente na redução da demanda. Os grandes consumidores foram os grandes contribuintes para a redução da captação de água do Cantareira”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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