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Sem crise hídrica, é a rede da Cedae que preocupa em São Gonçalo e região

A imagem do Rio Macacu cheio de água não mente: a temida crise hídrica em São Paulo e na capital fluminense não deve atravessar a Ponte Rio-Niterói. E quem afirma isso não é só a Cedae, preocupada em não alarmar a população. O Instituto Baía de Guanabara, associação civil privada sem vínculo com a estatal, chegou à mesma conclusão. Mas isso não deixa a região mais confortável.

Segundo o IBG, grandes perdas no sistema com vazamentos e a falta de investimento na construção de represas, por exemplo, podem deixar o abastecimento à mercê do crescimento populacional da região. Para o órgão, a crise não é no abastecimento, mas na distribuição. Pelo menos 50% da água distribuída pela Cedae se perdem no caminho entre o rio e as torneiras. A Cedae nega, diz que esse índice é de 30,8%, e que apenas 7% da água são perdidos em vazamentos. Outros 20,8% são furtados em “gatos” ou com hidrômetros defeituosos.

São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Guapimirim e Paquetá são abastecidas pelo sistema Imunana-Laranjal, que capta água do Rio Macacu após a confluência com o Rio Guapiaçu. O nível de ambos os rios é normal por causa das chuvas na Região Serrana, onde eles nascem, e da densa mata que os cerca.

— Mesmo com a seca, os rios têm água. O maior reservatório é a floresta, que é uma esponja, retendo a água da chuva e liberando aos poucos — diz Dora Negreiros, administradora do IBG.

Nos últimos anos, principalmente depois do anúncio da construção do Comperj, em Itaboraí, projetos de construção de barragens, na altura de Cachoeiras de Macacu, começaram a ser discutidos. Parte do temor é que a água falte com o aumento populacional que o empreendimento pode gerar.

Diversos grupos ambientalistas são contrários à obra, que inundaria uma área de cerca de dois mil campos de futebol. Eles alegam que a barragem não produz mais água, apenas ajuda a manter um fluxo constante em épocas de chuva.
— Além disso, o problema maior é a rede de distribuição, que não atende todos, e as perdas com ligações clandestinas e outros vazamentos. Não adianta colocar mais água num balde que está todo furado — afirma Dora.

Em nota, a Cedae garante que não há risco de racionamento ou desabastecimento e que a produção da Estação Laranjal saiu de 4.500 litros por segundo para os atuais 5.700. “Até o fim do ano, chegará a 7.000 l/s, o suficiente para abastecer os consumidores da região”. A companhia também afirmou, ainda, que já reconstruiu e colocou em operação os reservatórios do Colubandê e Marques Maneta, que ajudam a regularizar o abastecimento de água.

Fonte e Agradecimentoshttp://extra.globo.com/noticias/rio/sem-crise-hidrica-a-rede-da-cedae-que-preocupa-em-sao-goncalo-regiao-15284943.html#ixzz3RHupHkh0

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