saneamento basico
saneamento

Governo amplia acesso do setor privado a financiamentos do FGTS para saneamento básico

Instrução Normativa publicada pelo MDR nesta quarta-feira (1º) já beneficiará projeto inovador em Barueri (SP) e outro de esgotamento sanitário em Itapoá (SC)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) publicou, nesta quarta-feira (1º), a Instrução Normativa n. 15/2020, que desburocratiza o acesso, pelo setor privado, a financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para projetos de saneamento básico. O documento estipula que empresas e concessionárias de serviços públicos podem contratar crédito da União utilizando-se de mecanismos como consultas ou audiências públicas com a participação da população. Na regra anterior, só havia a possibilidade de realizar o controle social por meio da instituição de Conselho Municipal para o tema.

“Estamos adequando as regras aplicadas pelo Ministério ao financiamento de projetos do setor privado por meio do Programa Saneamento para Todos. O efeito é a redução de barreiras de acesso ao crédito do FGTS. Ao mesmo tempo, garantimos que a exigência da lei, de ter controle social pelo poder concedente, possa ser atendida sob todas as formas previstas na legislação”, afirma o secretário nacional de Saneamento, Pedro Maranhão.

A medida permitirá, por exemplo, a instalação da primeira usina de recuperação energética (URE) e tratamento de resíduos sólidos, com suas características e escala, da América Latina. O empreendimento, em Barueri (SP), será executado pela Foxx URE – BA Ambiental S/A e foi devidamente licenciado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

LEIA TAMBÉM: MDR APROVA PROJETOS PRIORITÁRIOS DE SANEAMENTO PARA NOVE ESTADOS

Investimentos

A previsão é de que sejam necessários investimentos de R$ 290 milhões, dos quais R$ 183,4 milhões deverão ser viabilizados com recursos oriundos do FGTS.

O projeto terá capacidade para processar 870 toneladas de resíduos sólidos por dia, que serão transformados em energia elétrica limpa para o abastecimento de aproximadamente 80 mil residências, de acordo com projeções da concessionária. Além disso, a iniciativa está integrada com a coleta seletiva da cidade e tem potencial para desenvolver a indústria local de caldeiras.

A medida do Governo Federal também beneficiará a implantação de um sistema de esgotamento sanitário em Itapoá (SC), que atenderá pouco mais de um quarto da população. O investimento contará com R$ 45 milhões do FGTS e será realizado pela Itapoá Saneamento Ltda., por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Fonte: Abc do Abc.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »