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Água de Florianópolis tem níveis de alumínio acima do recomendado pelo Ministério da Saúde

A pedido do Diário Catarinense, um laboratório testou a água de Florianópolis em cinco pontos da cidade e constatou valores de alumínio acima do recomendado pelo Ministério da Saúde. No centro, em Coqueiros, no Continente, e no Rio Tavares, no Sul, o valor é quase três vezes acima do permitido. Os bairros Barra da Lagoa, no Leste, e Ingleses, no Norte, também fizeram parte do estudo. Pesquisas ainda em andamento investigam as relações do produto com o surgimento de doenças como depressão, Parkinson e Alzheimer.

As irregularidades da água são a conclusão de um trabalho feito pelo QMC Laboratório de Análises, credenciado à Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina (Agesan). De acordo com a bíoquimica do Laboratório Municipal de Florianópolis Eliana Maria de Almeida, o alumínio é um metal pesado de efeito cumulativo incorporado aos órgãos do corpo humano.

O presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Afonso Veiga Filho explica que as alterações nos níveis de alumínio da água não costumam ser comuns nas cidades brasileiras.

O produto é usado no tratamento da água, pois o sulfato de alumínio auxilia na coagulação dos materiais em suspensão, para separar as impurezas presentes na água. Se o problema for eventual, não chega a acarretar problemas maiores“, explica.

Insuficiência de cloro também é apontada pelo estudo
O relatório encomendado pelo DC apontou irregularidades nos níveis de cloro em dois bairros da capital catarinense. Na Barra da Lagoa, no Leste, a concentração é de menos da metade do exigido por lei (0,07mg por litro, quando o MS estabele o mínimo de 0,2mg). No Rio Tavares, no Sul, a concentração é de 0,17mg.

O engenheiro sanitarista Rodrigo Fagonde Motta chama atenção para a contribuição do cloro abaixo do recomendado para o surgimento de enfermidades como o hipotiroidismo, aumento de peso e fadiga.

O que diz a Casan
Responsável pelo setor de qualidade de água, o engenheiro da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), José Luciano Soares, contesta o estudo.

Os resultados apresentados pelo QMC não são verdade absoluta, pois foram coletas pontuais e o relatório da Casan apresenta um histórico de resultados mais representativos para uma análise geral da água da cidade“, contesta o técnico da companhia.

Segundo o especialista, a alteração é registrada em altas precipitações, pois nestes casos a quantidade de alumínio é aumentada para remover cor e turbidez da água.

Como o metal é solúvel, somente mudando a tecnologia atual da Estação de Tratamento de Água seria possível diminuir esses valores. A Casan está investindo em obras de infraestrutura nas unidades de tratamento para aprimorar o processo e garantir que o produto chegue ao consumidor dentro dos padrões estabelecidos pela legislação“, explica José Luciano Soares.

 

 

Fonte: Diário Catarinense
Veja mais: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/01/agua-de-florianopolis-tem-niveis-de-aluminio-acima-do-recomendado-pelo-ministerio-da-saude-4388199.html

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