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Após inaugurar estação de esgoto, presidente Dilma deixa Porto Alegre

Uma das maiores autoridades no tema, Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água, participará do evento. Objetivo é avançar nas discussões sobre o uso da água como fator competitivo na economia. O evento será realizado hoje, entre 8h30 e 13h, na Casa da Indústria, em Goiânia, e traz duas discussões principais: segurança hídrica global e a água como fator competitivo na economia goiana.

Além do presidente do Conselho Mundial da Água, participarão: o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Olavo Machado Júnior; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner; o presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia, Flávio Neiva; e o gerente geral de Sustentabilidade na Votorantim Metais, Ricardo Barbosa.

Mais de 780 milhões de pessoas no mundo, 11% da população, não têm acesso à água potável e 2,5 bilhões carecem de serviços de saneamento. Os números são da Organização das Nações Unidas (ONU), que estima que a demanda global por água pode ultrapassar em 44% os recursos disponíveis já em 2050, enquanto a necessidade de energia poderá aumentar em 50% de hoje até essa data.

Em Goiás, 55% da população não possui atendimento de esgoto, são 3,3 milhões de pessoas, de acordo com a Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). E o percentual de desperdício ao longo do processo de captação, tratamento e distribuição, em 2013, chegou a 28,66% do total de água captada.

Insumo fundamental para a atividade industrial, a água (qualidade e quantidade) influencia diretamente na competitividade do setor – que responde por 19% do consumo total de recursos hídricos no Estado, sendo Goiás responsável p 8,09% do consumo nacional total. O segmento industrial reconhece a legitimidade da cobrança pelo uso da água das bacias hidrográficas, que caminha para a consolidação no Estado, mas se preocupa com a clareza dos critérios, com o equilíbrio na cobrança e com os valores que serão estabelecidos. “Quando se fala em cobrança pelo uso da água, algumas questões são primordiais. O Estado precisa eliminar desperdícios e intensificar o tratamento de efluentes, por exemplo”, afirma o presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira.

Fonte: CBN
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