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Bahia possui 33 barragens de alto risco, aponta relatório

O mais recente relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) sobre segurança de barragens aponta que a Bahia tem 33 estruturas classificadas como de alto risco. A informação vem no momento em que o Brasil está em alerta com o rompimento de duas barragens em Mariana (MG).

Conforme o levantamento, o grau de risco das barragens inclui o dano potencial associado, que pode ocorrer em caso de ruptura dos empreendimentos, a exemplo da perda de vidas humanas, mais impactos econômicos, sociais e ambientais.

Um terço das estruturas classificadas como de alto risco na Bahia é de propriedade da Companhia de Energia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). A maior parte, construída para abastecimento humano, algumas de terra, outras de alvenaria, segundo o relatório.

Uma, destinada à irrigação, pertence à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Duas são da mineradora Magnesita Refratários S.A, ambas para abastecimento industrial. As demais estão em nome de pessoas físicas ou de fazendas.

A agência subdivide o grau de classificação de risco das barragens nas categorias alto, médio ou baixo. Nesse sentido, considera características técnicas, o estado de conservação e o atendimento ao Plano de Segurança da Barragem. Apesar de o levantamento ter sido concluído em setembro de 2014, segundo informações da assessoria de comunicação da ANA, as informações dos relatórios preenchidos pelos estados detentores de 14.966 barragens no Brasil ainda continuam vigentes.

Grande Salvador

Uma das barragens apontadas no relatório, a Ipitanga II, da Embasa, está no perímetro da Grande Salvador, em área conurbada com a capital e o município de Simões Filho. Erguida em  concreto, com 21 m de altura, tem um reservatório de 4,6 hectômetros cúbicos (hm³).  Hectômetro é uma  medida de comprimento que equivale a 100 m.

A barragem Joanes II, do mesmo órgão, pertence ao Sistema Integrado Salvador-Lauro de Freitas,  que integra a estrutura de Pedra do Cavalo, não citada no relatório. A primeira é uma construção de terra com capacidade de   128 hm³.

Sobre a classificação  de ‘alto risco’, a Embasa diz  que isso não se deve à insegurança estrutural, mas ao alto volume de acumulação dos reservatórios  bem como à presença de residências isoladas próximo à jusante dos barramentos. E argumenta que o sistema de classificação de risco é um instrumento preventivo, para identificar  reservatórios que precisam de maior atenção. Desse modo a classificação serve para dosar os procedimentos de monitoramento a serem adotados.

Conforme a nota, durante as inspeções de 2015 não foram identificadas nas barragens operadas pela Embasa quaisquer patologias, anomalias ou inconformidades que comprometam seu funcionamento ou que as coloquem em risco de ruptura.

A Mineradora Magnesita Refratários informou que não comentaria o relatório da Agência Nacional de Águas. A empresa garantiu não ter barragens de alto risco de acordo com a classificação do Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão fiscalizador de barragens.

A TARDE procurou a Cerb e o Dnocs,  por e-mail e telefone, mas, até a publicação desta edição, estas instituições procuradas ainda não haviam enviado respostas.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1726221-estado-possui-33-barragens-de-alto-risco

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