saneamento basico

Brasília quer sediar Fórum Mundial da Água

São Paulo – Brasília e Copenhague são as duas finalistas para sediar, em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água. O evento recebe representantes de governos, empresas e pesquisadores e discute as melhores formas de uso e preservação da água, tendências, necessidades e formas de disponibilizar água potável a todas as pessoas. Se Brasília for escolhida, será a primeira vez que uma cidade do Hemisfério Sul receberá o fórum.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), afirmou, nesta terça-feira (11), na Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), em São Paulo, que a capital federal tem a oportunidade de se mostrar como uma cidade comprometida com a sustentabilidade. O Brasil, por sua vez, pode apresentar áreas da administração dos recursos hídricos em que é exemplo.

Os benefícios em sediar este fórum são muitos e vão desde o debate do tema até a imagem positiva de mostrar a sustentabilidade [de Brasília], o que é um ativo importante para atrair investimentos”, disse. Queiroz observou que o Brasil tem grande quantidade de água doce, mas precisa administrar realidades distintas em seu território. Tem abundância de água no Norte e no Sul, porém, escassez em partes do Nordeste. O tema da candidatura brasileira “Compartilhando Água” propõe discutir formas de utilizar o recurso no consumo, na produção de alimentos, na natureza e em regiões com diferentes características e disponibilidades de acesso a água.

Queiroz afirmou que o Brasil pode apresentar como aspectos positivos da sua administração dos recursos hídricos uma legislação avançada, a existência de planos diretores específicos para o uso da água, a existência da Agência Nacional da Água (ANA) e o uso da água como principal fonte de geração de energia elétrica. Por outro lado, ele observou que o País ainda precisa ampliar sua rede de tratamento de esgoto.

Importância
De acordo com o vice-presidente da ABDIB, Newton de Lima Azevedo, o fórum é importante para outros países do Hemisfério Sul. É o caso de nações da América Latina, por exemplo. “Esta região ainda tem uma representatividade pequena no debate sobre o uso da água e tem dificuldade de administrar seus recursos hídricos”, afirmou Azevedo, que é um dos 36 governadores do Conselho Mundial da Água, instituição que promove o fórum. Cada governador vota na escolha da sede.

A próxima sessão de votação e o anúncio da cidade vencedora será realizada na Coreia do Sul, sede do fórum que vai ocorrer em 2015, no dia 25 deste mês. Dos 36 governadores, nove estão nas Américas, 12 na Ásia, três na África e 12 na Europa. A primeira edição do evento foi realizada em Marrakesh, no Marrocos, em 1997. Em 2000, Haia, na Holanda, recebeu o fórum, que também passou por Kyoto, no Japão, em 2003, Cidade do México (2006), Istambul, na Turquia (2009), e Marselha, na França (2012).

Para a edição de 2018, Colômbia, Síria, Catar, Rússia, Dinamarca, Brasil, Eslovênia, Eslováquia e Mianmar mostraram interesse em receber o evento, sem, no entanto, apresentar possíveis cidades-sede. Desses nove, apenas Brasil, Rússia, Catar e Dinamarca apresentaram propostas firmes para receber o evento. Desses quatro, Brasília e Copenhague, a capital dinamarquesa, são as finalistas. A expectativa do governo do Distrito Federal é que Brasília receba 30 mil pessoas durante a realização do Fórum. Segundo o governador, a cidade já terá a infraestrutura para receber este público.

Fonte: JUsBrasil
Veja mais: http://carollinasalle.jusbrasil.com.br/noticias/113160141/brasilia-quer-sediar-forum-mundial-da-agua

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »