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São Francisco

Cantareira opera com volume menor do que antes da crise hídrica

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Imagem Ilustrativa

Segundo Sabesp, reservatórios funcionam com menos da metade da capacidade máxima: 48,6% contra 57,1% em março de 2013

O sistema Cantareira opera nesta quarta-feira (3) com um volume de água menor do que o registrado antes da crise hídrica, em 2013, segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Em 3 de março de 2013 o sistema operava com 57,1% de sua capacidade. Nesta quarta, de acordo com a Sabesp, os reservatórios funcionam com menos da metade da capacidade máxima: 48,6%. Se comparado a mesma data no ano passado, o número apresentado hoje também é inferior. Em 2020, o sistema operava 61% da capacidade total.

O sistema Cantareira armazena aproximadamente 1,2 trilhão de litros de água, sendo 982 bilhões de litros acima do nível das comportas de transporte por gravidade (também conhecido como volume útil) e o restante abaixo das comportas, conhecido como reserva técnica, segundo a companhia.

Em nota, a Sabesp descarta risco de desabastecimento nas região metropolitana de São Paulo, mas recomenda o uso consciente da água. As companhia afirma que obras tornaram o Sistema Integrado de abastecimento menos dependente do Cantareira. O sistema é hoje formado por sete mananciais. Além do Cantareira, há os de Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço.


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Abastecimento

Atualmente, o Cantareira é responsável pelo abastecimento de cerca de 7 milhões de pessoas. Antes da crise hídrica de 2014, eram 9 milhões.

“Isso é possível porque obras vêm sendo realizadas desde a crise hídrica, com destaque para a Interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira) e a entrada em operação do Sistema São Lourenço – juntas, as duas obras agregaram 445 bilhões de litros”, informa o comunicado da companhia.

O Sistema Integrado opera nesta quarta-feira com 57,4% de sua capacidade. A Sabesp afirma que, apesar de as chuvas em fevereiro terem ficado abaixo da média, o volume foi considerado bom. Todos os reservatórios receberam mais de 150 ml de chuvas. “Há variações nesse nível em outros anos. Em 3 de março de 2018, o volume era de 59,5% e não houve problemas de abastecimento”, diz o texto.

A projeção da Sabesp é que os reservatórios alcancem, em abril, níveis satisfatórios para passar pelo período seco, de maio a setembro, mas reforça: é necessário usar a água de forma consciente.

Fonte: R7.

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