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Laboratório em Olinda vai fiscalizar tratamento de esgoto lançado em rios

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) inaugurou, nesta quinta-feira (23), o Laboratório Central de Efluentes de Esgoto, que vai funcionar dentro da estação de tratamento de esgoto de Peixinhos, em Olinda. O laboratório é uma das ferramentas utilizadas para garantir que o esgoto está sendo devidamente tratado. A cerimônia marcou também os seis meses da parceria público privada (PPP) firmada com a empresa Foz para a universalização dos serviços de esgoto na Região Metropolitana do Recife.

O laboratório, com capacidade para 500 análises diárias, se une aos outros dois já existentes da Compesa, em Dois Unidos e Cabanga. “Todas as amostras do esgoto de entrada e de saída da estação de tratamento são examinadas nesse laboratório. A Compesa também tem laboratórios de verificação para confirmação desses resultados. Em síntese, esse laboratório é o fiscal do contrato que nós temos com a Foz para a universalização do esgotamento sanitário“, explica o secretário de Infraestrutura de Pernambuco, João Bosco de Almeida.

Com análises microbiológicas e físico-químicas, o laboratório é capaz de verificar se há presença de bactérias e protozoários, além de resíduos sólidos, garantindo que a água devolvida aos rios e córregos segue as leis ambientais. “Nós vamos colocar um efluente no rio muito melhor do que o rio tem. Com isso, ao longo do tempo, cada estação que formos inaugurando, cada área que for tendo uma cobertura de esgoto ampliada, vai tendo também a segurança que seu esgoto está sendo tratado e menos riscos à saúde“, afirma o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Foi investido R$ 1 milhão em equipamentos e reforma do espaço, que conta com dez técnicos. Um novo laboratório móvel também foi anunciado, como forma de levar até a população o conhecimento sobre o trabalho que vem sendo feito e também agilizar algumas aferições que podem ser feitas no local.

A estação de Peixinhos ainda está em fase de recuperação, com a primeira etapa concluída – o que resulta em poder circular pelo local e não sentir cheiro forte de esgoto. As 49 unidades do estado estão sendo recuperadas, mas essa é a primeira a concluir a etapa inicial.

Falta colocar para funcionar diversos equipamentos que já existem e estão há anos sem funcionar, como as estações de bombeamento. Basicamente, colocando esses equipamentos, a gente garante que chega à condição do projeto original“, explica Pedro Leão, diretor presidente da Foz.

Desafios
Durante os seis primeiros meses, foram limpos quase 184 quilômetros de rede de esgoto e feitos 18 mil atendimentos, além da colocação de mais de 600 tampas de bocas de lobo em toda a Região Metropoliana e em Goiana, na Zona da Mata Norte. “Hoje a gente conhece o sistema, estamos conseguindo colocá-lo para funcionar cada vez melhor tanto nas redes quando nas unidades“, explica Leão.

A questão do cadastro da rede coletora, que era apontado como um fator que dificultava os trabalhos na coletiva dos 100 dias, tem sido superada com apoio das duas equipes. “O trabalho continua em andamento. Temos uma ferramenta de geoprocessamento onde estamos armazenando esses dados. As nossas equipes de campo, ao fazer um serviço de consertar uma tubulação, retroalimentam esse cadastro. Isso vai nos dando segurança e nos permite ir corrigindo os defeitos do sistema, que são defeitos às vezes de 50, 80 anos“, aponta o presidente da Compesa.

Porém, um dos maiores desafios ainda permanece na questão da conscientização da população. A maioria das solicitações de reparo nas tubulações está ligada ao lançamento de grande quantidade de gordura e lixo. “Isso é um fator extremamente negativo. É como se nós comêssemos muita gordura e estivéssemos jogando para dentro do nosso organismo muita coisa que não serve. Esgoto não é lixo“, avalia Leão.

Nesse período, foram realizadas 48 ações de educação ambiental em escolas e a expectativa é ampliar esse volume. “Hoje temos um programa definido, que tem metas estipuladas ao longo desses 12 anos. A Região Metropolitana do Recife vai sair de uma cobertura em torno de 30% para 90% de cobertura em 12 anos, com 100% do esgoto tratado“, garante.

Fonte: G1
Veja mais: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/01/laboratorio-em-olinda-vai-fiscalizar-tratamento-de-esgoto-lancado-em-rios.html

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