saneamento basico
seca

Paraná registra a pior estiagem do país, e região de Curitiba enfrenta ‘seca extrema’

O Paraná registrou a seca mais severa do país no mês de agosto, segundo o Monitor das Secas da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). 

A ferramenta mapeia o fenômeno em 19 unidades do Brasil (18 estados mais o Distrito Federal) e aponta que a região de Curitiba tem a situação mais crítica do Estado.

De acordo com a última atualização, em 61,14% do Paraná houve seca grave. Já em 8,61%, na região Leste – que abrange Curitiba e Região – foi registrado seca extrema. As informações são fornecidas pelo IAT (Instituto Água e Terra) e Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

O monitor ainda aponta que as chuvas acima da média tiveram volumes mais significativos no Oeste e que nas partes norte, sul e sudoeste, a intensidade da seca é moderada.


LEIA TAMBÉM: O REUSO DE ÁGUAS RESIDUAIS COMO MEIO DE CONVIVÊNCIA COM A SECA NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE BRASILEIRO


População de Curitiba e região tem água a cada 36 horas

A falta de chuvas em Curitiba e Região tende a piorar a crise hídrica. O rodízio de água foi ampliado para 36 horas após o nível dos reservatórios de água atingirem o pior índice da história – 28,85% – no dia 11 de agosto. Ou seja, a população fica um dia e meio sem água e um dia e meio com água (36 horas x 36 horas).

Contudo, a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) já alertou que a falta de chuva pode acarretar em rodízio a cada 48 horas caso a situação não melhore.

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, participou, na manhã desta quinta-feira (24), de uma audiência pública virtual da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná. Durante sua apresentação, ele ressaltou a situação crítica vivida no Paraná.

“O que faz a diferença são as chuvas. São 34 dias sem chuva. É uma situação completamente anormal para setembro. A região de Curitiba choveu 0,7 milímetros quando deveria ter chovido 140, que é o normal de setembro. Mas no alto da Serra do Mar choveu 18 milímetros. É mais uma comprovação da importância da conservação da Serra e do momento grave que nós passamos. Dependemos não só das ações da Sanepar, mas da população”, disse ele.

O diretor da Sanepar ressaltou a importância da preservação do bioma. Segundo ele, uma alternativa para deixar de depender é usar o Rio Açungui para abastecimento de água, o que custaria R$ 500 milhões.

“A dependência da Serra do Mar só tende a aumentar. O sistema de abastecimento de Curitiba depende da Serra do Mar. A sua conservação, dos mananciais e dos rios que transportam a água até os reservatórios, são fundamentais se Curitiba quiser água. A estratégia mais inteligente e mais barata continua sendo conservarmos a Serra do Mar e ter realmente uma estratégia de qualidade e conservação”, completou

Abastecimento de Água

As barragens Iraí e Piraquara I e II, localizados na beira da Serra do Mar, correspondem a 60% do abastecimento de água em Curitiba e Região. Já o reservatório Passaúna corresponde a 20% enquanto o resto é de mananciais superficiais ou de poços.

A Sanepar diz que o reservatório Miringuava está em fase de construção e estuda um novo reservatório no Sul de Curitiba e a captação de água do Rio Capivari.

Fonte: Paraná Portal.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS: AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE PRIVATIZAÇÃO DA COPASA

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »