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Operação para tentar retirar óleo de navio encalhado no Maranhão começa nesta terça (10)

Após duas semanas encalhado no litoral do Maranhão, o navio Stellar Banner terá cerca de 4 mil toneladas de óleo retiradas de seu interior a partir desta terça-feira (10). 

A embarcação está cercada de navios de apoio e de equipes prontas para agir em caso de vazamento.

Após esta primeira fase que pode durar 5 dias será apresentado um novo plano para a retirada de parte das quase 300 mil toneladas de minério de ferro. A ideia é que o navio fique mais leve para sair do banco de areia.

Um conserto provisório será feito com objetivo de permitir que seja rebocado até um estaleiro para os reparos definitivos. Do Terminal Portuário da Madeira em São Luís, local onde o navio foi carregado, até onde está encalhado, são seis horas de lancha.

Para esta operação de monitoramento, a Marinha do Brasil mobilizou 255 militares e dois navios de pesquisa. Um deles é o Garnier Sampaio que monitora as condições do mar e do tempo.

Análise de água

A cada quatro horas, são recolhidas amostras de água para análise e verificação se há ou não derramamento — além disso, o Ibama também realiza o acompanhamento da região por meio do Poseidon, um avião equipado com sensores de calor e laser que dão o alerta ao sinal de qualquer mancha na água. Drones e câmeras subaquáticas também estão sendo utilizados.

A área afetada no casco do navio é de cerca de 25 metros. Seis mergulhadores têm feito inspeções na embarcação que tem 340 metros de comprimento e 55 de largura, o equivalente a quase quatro campos de futebol.

Somente o calado do barco, que é a profundidade dentro da água, é de 21,5 metros uma altura similar à de um prédio de sete andares. A Polaris Shipping, de bandeira coerana, informa que dos 20 tripulantes que permanecem no Stellar banner, 12 são coreanos e oito filipinos.

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Óleo no mar 

O Ibama havia verificado vazamento de 333 litros de óleo no mar e, com isto, técnicos trabalharam para vedar ainda mais os tanques de combustível e reforçar as travas dos compartimentos de carga — onde está o minério.

A Superintendência da Polícia Federal no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente com o navio que foi abastecido pela Vale e saiu do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, para entregar o carregamento a um comprador em Qingdao, na China.

Segundo a Capitania dos Portos, o navio apresentou ao menos dois locais com entrada de água nos compartimentos de carga e começou a afundar no Oceano Atlântico. O comandante emitiu um alerta de emergência via satélite e levou a embarcação para um banco de areia.

Fonte: Jovem Pan.

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