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Sama inicia caça aos vazamentos

A Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) instalou, na manhã de ontem, dois medidores nas tubulações da rede de abastecimento de água do município no Jardim Zaira 5. Os equipamentos, que demandaram investimento de cerca de R$ 1,2 milhão, serão utilizados para verificar a incidência de vazamentos e, com isso, evitar desperdícios.

Os esquipamentos foram posicionados em dois pontos estratégicos, conforme a autarquia – no sítio Capiburgo (onde houve a substituição do dispositivo) e em uma caixa de passagem no Jardim Zaíra 5. As tubulações do trecho recebem água do sistema Rio Claro, e posteriormente abastecem os reservatórios Magini (que também recebe água do Sistema Alto Tietê) e Zaíra. Juntos, os dois tanques são responsáveis pelo abastecimento de 70% do município.

A instalação dos aparelhos integra projeto que tem o objetivo de mapear a entrada e a saída do recurso hídrico na cidade. A ação foi dividida em quatro etapas, conforme explica o diretor da Sama, Amaury Fioravanti Júnior. “A primeira fase consistiu em planejar a infraestrutura, a segunda, a qual estamos atualmente, é a de montagem dos equipamentos e as duas últimas são as de análise”.

De acordo com Fioravanti, outros dois medidores serão colocados no início do próximo mês no mesmo trecho (entre o sítio Capiburgo e Zaíra). “Serão instalados tubos que fazem este mesmo trajeto. Porém, para o restante da cidade ainda não temos uma previsão (de instalar aparelhos) por conta de questões financeiras. Estes medidores custam até R$ 300 mil cada e, até o momento, foram adquiridos quatro deles.”

O diretor ainda destaca que as intervenções ajudarão a encontrar os principais pontos de desperdício na cidade. “Sabemos que Mauá tem muitas ligações irregulares e que elas representam boa parte do volume perdido, mas a quantidade é tão grande que é difícil de acabar com este problema. A resolução envolve várias secretarias”. Atualmente, a cidade perde 41% da água que recebe, entre vazamentos e ligações irregulares, o que o coloca acima da média nacional, que é de 37%.

URBANIZAÇÃO

Por conta do grande número de moradias irregulares, Mauá apresenta índices alarmantes de ligações clandestinas. Este fato é crucial para os altos índices de desperdício de água na cidade. Quando consideradas apenas as fraudes, o desperdício chega a 52 milhões de litros entre 2013 e janeiro de 2015, volume suficiente para abastecer cerca de 11 mil pessoas em um mês. O consumo médio mensal de água na cidade é de aproximadamente 1,5 milhão de m³.

De acordo com Fioravanti, as obras de urbanização que estão sendo realizadas com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Jardim Oratório, orçadas em R$ 54,3 milhões, serão vitais também para a economia do recurso hídrico. “Teremos mais controle sobre a distribuição de água e consequentemente as ligação serão regularizadas”.

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