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Sanasa mantém ‘sinal verde’ para uso de água mesmo com alerta em rio

Mesmo com o sinal de alerta para o nível do rio no Baixo Atibaia, onde está Campinas (SP), a Sanasa manteve a campanha com o “sinal verde” para o uso de água na cidade. O indicativo de atenção aponta que há risco de restrição no abastecimento e foi divulgado nesta quinta-feira (6) pela equipe da Sala de Situação PCJ, que acompanha a condição dos mananciais na região.

As regras para estabelecer se a situação é considerada de alerta foram definidas em janeiro deste ano, por causa da crise hídrica, pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Sanasa explica
Por meio da assessoria de imprensa, a Sanasa defendeu que há diferença nas avaliações feitas pela Sala de Situação e pela empresa de abastecimento. Enquanto a equipe do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) aponta vazão média de 4,44 m³ por segundo de água em todo o Baixo Atibaia – que inclui outras cidades -, a companhia leva em conta apenas o ponto de captação de Campinas, que tem 6,44 m³/s nesta quinta-feira.

O coordenador do Clube Campinense de Regatas e Natação, Itamar Santos, disse que, por causa do baixo nível para a prática do esporte no Rio Atibaia, atualmente as atividades estão vetadas. “O pessoal fica com saudade de remar, mas com as pedras aparecendo, não tem como”, disse.

“O nível do rio subiu um pouco há um tempo, e um ou outro sócio ainda arriscava, mas agora ninguém está usando mais. Faz cerca de três meses que ninguém está usando mais”, completou Santos. O clube fica na entrada do distrito de Sousas.

Campanha
A Sanasa começou em 13 de julho, inclusive em rádio e TV, a campanha que usa cores para informar a população sobre a situação no rio. A cor verde significa “uso sem restrição, com consciência”, já a amarela representa “possibilidade de restrição imediata” e a vermelha “redução de até 20% no abastecimento”.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a campanha visa a demanda de Campinas, independentemente do que está apontando a medição da Sala de Situação. Uma das justificativas da empresa de saneamento para reajustar o preço da água em 15% a partir de agosto é o impacto financeiros por causa da crise hídrica. A economia média da população chegou a 20% na cidade. O aumento é questionado na Justiça e, por enquanto, está suspenso.

Sobre a política do “sinal verde” da Sanasa, o consórcio PCJ disse apenas que desde 2013, quando foi identificada a possibilidade de indisponilidade hídrica, mantém o alerta para o consumo racional de água.

Fonte: G1

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