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Abaixo assinado pede ação do MP para que Sanepar invista no aumento da capacidade em Guarapuava

Revoltada com a falta de água em Guarapuava, a população começa a se articular para que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) possa investir na rede de captação, distribuição e nos reservatórios. Um dos organizadores é o jornalista Mauro Biazi que enviará ao Ministério Público, um abaixo assinado para que o órgão busque na justiça, os mecanismos que forcem a empresa pública a realizar obras que aumentem a capacidade.

Atualmente, Guarapuava tem dois reservatórios para atender uma população de mais de 177 mil habitantes, entre bairros e distritos. No início deste ano, a cidade chegou a sofrer um rodízio para garantir o abastecimento. Agora, no início de mais um verão, novamente os bairros estão sofrendo com a falta de água. “A indignação é coletiva, nos últimos anos temos visto a falta de um serviço essencial e o que vemos é que não se procura uma solução justa e adequada quanto a isso, afinal pagamos e pagamos muito mesmo com a tarifa social”, argumentou Mauro Biazi.

A iniciativa do movimento com a coleta de assinaturas surgiu depois que o jornalista buscou informações no Ministério Público. “Alguém tem que fazer alguma coisa, eu tenho uma visão coletiva, eu falei com os promotores e na 8ª Promotoria protocolei um pedido de uma Ação Civil Pública para que haja uma solução em torno disso, então a partir de agora tenho que coletar assinaturas para mobilizar a população em torno disso”, explicou.

Lucro da Sanepar cresceu 20% em 2013

Mesmo sem previsão de abertura de licitação para um novo reservatório que aumente a capacidade de captação e distribuição de água em Guarapuava, os números mostram que a Sanepar possui condições financeiras para tal. Um exemplo é o lucro que cresceu 20% em 2013 segundo o site da Comissão de Valores Mobiliários.

Em 2013, a empresa pública que possui participação privada de acionistas teve um lucro de R$ 402,904 milhões, comparado a lucro líquido de R$ 335,756 milhões no exercício de 2012.

A receita operacional líquida cresceu 11,6% em 2013, a R$ 2,370 bilhões, em relação ao exercício anterior, quando a receita operacional líquida havia sido R$ 2,123 bilhões.

O lucro bruto cresceu 9,5% no ano passado, a R$ 1,428 bilhão, ante R$ 1,304 bilhão em 2012.

O endividamento (financiamentos e debêntures) totalizava R$ 1,465 bilhão ao fim de 2013, ante R$ 960,479 milhões ao final do ano anterior – um crescimento de 52,5% entre os dois períodos.

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