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Banco do Nordeste financia setores hídrico e tecnológico

Financiador de parte dos parques de energia renovável que têm se instalado no interior nordestino, o Banco do Nordeste (BNB) também quer apoiar a instalação de empreendimentos hídricos e tecnológicos. A melhor forma de financiar os setores está sendo estudada com o Ministério da Fazenda e deve ser lançada ainda neste ano com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), segundo o presidente da instituição, Marcos Costa Holanda.

No Recife para participar da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), na última quinta-feira, o presidente do BNB contou que as novas linhas de financiamento fazem parte das estratégias de aperfeiçoamento e ampliação do FNE. O assunto foi, inclusive, pauta de reunião entre Holanda e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta semana, em Brasília. “Discutimos mecanismos para fortalecer o FNE.

Então, da mesma forma que temos o FNE Sol (linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica), estamos discutindo algo para o setor de água, desde grandes estruturas de saneamento até estruturas pequenas de irrigação para os microprodutores rurais; além de alguma coisa na linha de inovação”, contou Holanda, dizendo que focar na inovação é importante porque a tecnologia favorece o crescimento e a formação de empresas, colaborando, assim, com o desenvolvimento econômico.

“E o Nordeste é muito rico em empreendedores. Recife é um celeiro de inovadores e de base tecnológica. Então, o BNB não pode ficar de fora disso”, completou, dizendo que vai lançar as novas linhas de crédito ainda neste ano, para que elas já passem a integrar o orçamento do FNE em 2017.

Holanda garantiu ainda que, ao contrário do que pode acontecer com o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que é gerido pela Sudene e pode ter menos recursos no proóximo ano, o FNE terá orçamento ampliado em 2017. “No FNE, os recursos estão garantidos. Haverá, inclusive, expansão da disponibilidade, com um volume satisfatório para atender a demanda”, disse Holanda, contando que R$ 8 bilhões já foram contratados no fundo neste ano.

E a previsão é que os financiamentos cresçam no último trimestre, esgotando o orçamento anual de R$ 14 bilhões. Após a reunião do Condel que não aprovou a importação de equipamentos para parques de geração de energia através do FDNE, Holanda ainda ressaltou que o BNB continua financiando empreendimentos de energia eólica e solar através do FNE, fundo que oferece crédito a juros baixos aos setores produtivos do Nordeste.

Fonte: Folha de Pernambuco

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