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Falta de investimento no abastecimento de água em SP é criticada por Kassab

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), criticou nesta segunda-feira a falta de investimentos no combate à crise de abastecimento de água em São Paulo, cuja responsabilidade é do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Kassab afirmou que Alckmin só tem conseguido falar à população que conseguirá enfrentar o desabastecimento porque o governo federal ajudará com recursos.

“O que faltou em São Paulo foi investimento”, afirmou o ministro, ex-prefeito da capital paulista, ao fazer, nesta segunda-feira, uma palestra na Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.

“[Alckmin] só tem conseguido fazer esse discurso porque a secretaria de saneamento [do ministério] está dando todo apoio preciso para que os projetos saiam do papel”, disse Kassab, ressaltando em seguida que o governo federal está “socorrendo” o Estado. O ministro reiterou que só há “uma luz no fim do túnel” na crise de abastecimento porque o governo federal tem atuado em conjunto com o Estado e municípios paulistas.

Ao falar da crise hídrica, Kassab afirmou que os sistemas de abastecimento do Estado foram planejados e executados há 30 anos, quando a população de São Paulo era o equivalente a um terço do total de habitantes atualmente.

Kassab citou como exemplo o Ceará, que enfrenta há anos a seca, mas que fez investimentos para tentar minimizar o problema. “Quando se faz a lição de casa, nós conseguimos evitar a crise”, disse.

Ao lado de Kassab, o deputado federal e ex-governador Paulo Maluf (PP) também atacou a falta de obras para o abastecimento no Estado. “Foi falta de investimento, de planejamento e coragem”, disse.

Cortes

Em meio ao ajuste fiscal promovido pelo governo federal, o ministro das Cidades disse que a pasta que comanda será uma das últimas a enfrentar corte de gastos.

“O ministério será um dos últimos a ter importantes cortes”, afirmou Kassab. Ao detalhar os investimentos do ministério, o ministro afirmou que a secretaria de saneamento “dificilmente terá cortes” e que a secretaria de mobilidade urbana, se tiver cortes, “serão muito suaves em comparação ao restante do governo”.

A uma platéia de empresários, o aliado da presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo federal tem um pacote de projetos de infraestrutura voltado à mobilidade urbana no valor de US$ 400 bilhões para os próximos 20 anos.

Eleições 2018

Presidente nacional do PSD, Kassab afirmou que o PT pode beneficiar 40 milhões de pessoas – cerca de 25% da população – até 2018 com dois programas sociais, o habitacional Minha Casa, Minha Vida e o de distribuição de renda Bolsa Família. Para Kassab, os dois programas são os responsáveis pela popularidade do partido da presidente Dilma Rousseff nas camadas mais pobres da população.

“O PT tem uma avaliação tão positiva nas classes D e E porque os dois programas sociais, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, são muito bem-sucedidos. A aprovação é muito grande. As pessoas ficam sensibilizadas, emocionadas”, afirmou Kassab.

Na platéia, nomes como o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), os deputados Heraclito Fortes (PSB-PI) e Paulo Maluf (PP-SP) e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB-RS) acompanhavam com atenção.

Segundo Kassab, até o fim do governo a presidente entregará 6,7 milhões de habitações pelo Minha Casa, Minha Vida. “Se em cada casa tiver quatro pessoas, serão mais de 25 milhões de pessoas em nove anos do programa. É um oitavo da população”, disse.

“Se cruzar [o número de] beneficiários dos dois programas até 2018, faremos tranquilamente o benefício de 40 milhões de pessoas pelos dois programas. É a principal causa da boa aprovação dessa camada da população, que foi bem atendida”, disse Kassab. “Imaginem 25 milhões de pessoas ou que receberam ou que receberão o Minha Casa, Minha Vida. A credibilidade é total. São mais de 1 milhão de unidades entregues. As pessoas acreditam que vai chegar a vez delas”.

 

Fonte: Ponta Grossa

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