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Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) discute compra da Estre Ambiental

Os doze integrantes do comitê do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) discutem amanhã a aprovação da compra de até 20% da Estre Ambiental, um aporte que pode chegar a 500 milhões de reais.

O tema promete intensas discussões no comitê. O relatório final de investimento, preparado pelos técnicos que avaliaram Estre e entregue aos doze representantes do governo, empregados e patrões dá motivos para tanto. É um relatório “confidencial”, conforme consta ao pé de cada uma de suas páginas, que radiografa a Estre.

Lá pelas tantas, crava sobre a empresa de Wilson Quintella Filho e do BTG Pactual:

*”Os resultados observados nas demonstrações financeiras indicam ao longo do período entre 2011 e 2013: deterioração das margens bruta, líquida e Ebitda; aumento da participação negativa do resultado financeiro da companhia sobre o resultado líquido; crescimento do prejuízo da companhia, indicando riscos de insolvência”.

Mais à frente, relata que “de uma lista de 165 contratos celebrados entre o grupo Estre e municípios(…), que foram disponibilizados para análise, 68 encontram-se vencidos”.

Como se não bastasse, no final de semana, a Caixa enviou um adendo a esse relatório aos doze integrantes do comitê de investimentos do fundo. Nele, informa que se o aporte for aprovado a Estre não poderá atuar no segmento de “água e esgotos e utilidades industriais” (a Estre hoje é focada na coleta e tratamento de lixo). Para isso, o relatório sugere que o “estatuto social” da Estre seja alterado.

Neste ponto o que está em foco é a questão levantada meses atrás pela Odebrecht Ambiental, empresa na qual o FI-FGTS é sócio (tem 30% da empresa). Na ocasião, a Odebrecht afirmou que, se fechasse a operação com a Estre, o FI-FGTS teria que “renunciar aos direitos que lhe foram conferidos por intermédio do acordo de acionistas”.

Por Lauro Jardim

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