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Reajuste na energia e na água pode impactar inflação em agosto, diz IBGE

O aumento de 18% na tarifa de energia elétrica em São Paulo a partir do dia 4 de julho e o reajuste de 6,75% na taxa de água e esgoto no Rio de Janeiro, em 1° de agosto, podem provocar impacto na inflação oficial do país, o IPCA, no mês de agosto. Em julho, o índice desacelerou e ficou em 0,01%, a menor taxa desde junho de 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE).

“Tanto São Paulo quanto Rio de Janeirox têm peso grande. Em São Paulox, a energia elétrica é praticamente um terço do IPCA de São Paulo. E a energia, em todas as áreas, tem importância grande no consumo das famílias (2,3%), peso parecido com o da carne [peso de 2,21%]. Então, qualquer movimento na energia tem peso no bolso das pessoas”, explicou Eulina Nunes, coordenadora de Índice de Preços do IBGE.

De acordo com ela, apesar de ter sido aplicado em julho, o reajuste no preço da energia em São Paulo deve refletir no IPCA de agosto devido à data em que entrou em vigor.

O IBGE informou ainda que em Belém, no Pará, houve reajuste de 34,41% a partir do dia 7 de agosto, na energia elétrica, e em Vitória, no Espírito Santo, o aumento foi de 22,74%, ocorrida na mesma data.

“A água e esgoto também tem peso porque é caro. O consumo de água não é barato, há impostos que entram. E é um item relevante para o IPCA porque os itens monitorados são despesas onde há continuidade no gasto. Assim como a comida, a água tem consumo diário e quanto mais você gasta, mais você paga. Então, ela tem peso relevante no bolso das famílias (1,10% no Rio)”, completou Eulina.

Ainda no Rio de Janeiro, o pedágio sofreu reajuste de 5% em algumas rodovias a partir do dia 1° de agosto e outras vias ainda sofrerão a mesma alteração no preço a partir do dia 11 do mesmo mês. No entanto, segundo a coordenadora, o item não tem tanta relevância para o índice quanto a energia e a água.

Inflação fica em 0,01% em julho
A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de junho para julho, passando de 0,4% para 0,01%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa desde junho de 2010, quando ficou em 0. No mês seguinte daquele ano, o IPCA também registrou 0,01%.

Depois de estourar o teto da meta do governo no acumulado em 12 meses em junho – quando ficou em 6,52% – o IPCA recuou para 6,5% na mesma comparação em julho, taxa que é exatamente o teto da meta da inflação do Banco Central. No ano, até julho, o IPCA está em 3,76%.

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