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Sabesp não investiu 37% do previsto antes da crise hídrica, diz jornal

Um documento interno da Sabesp mostra que a empresa não investiu 37% do que tinha previsto para a realização de obras entre 2008 e 2013, período anterior à estiagem histórica que provocou a mais grave crise de fornecimento de água enfrentada pela capital e região metropolitana. A informação foi divulgada neste domingo (1º), pelo jornal Folha de S. Paulo.

O Sistema Cantareira, que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, está com 24,8% de sua capacidade neste domingo (1º). Se não houvesse o acréscimo do volume morto, acionado no dia 16 de maio, o nível de água estaria em 6,3%.

No Plano Metropolitano de Água III, ao qual o jornal teve acesso, há críticas dos autores aos resultados obtidos no período. O documento foi finalizado em dezembro do ano passado e é assinado por um grupo de trabalho que envolve ao menos duas diretorias da Sabesp.

Segundo o texto do plano, a não execução de investimentos “resultou em um considerado descompasso entre o ‘previsto’ e o ‘realizado’ nesse programa”.

De acordo com a reportagem, os analistas destacam o atraso da construção do Sistema São Lourenço, encarregado de trazer água do interior do Estado até a região metropolitana. A obra, avaliada em R$ 2,2 bilhões e prevista para 2011, só foi lançada em abril deste ano pelo governador Geraldo Alckmin, durante a crise de abastecimento.

O documento também traz relatos de que as obras que fariam uma integração confiável entre os reservatórios ficaram praticamente pela metade entre 2008 e 2013. Obras como essas viabilizam a transferência do abastecimento de alguns bairros, como é o caso do 1,6 milhão de pessoas que deixou de ser abastecido pelo sistema Cantareira e passou a ser atendido pelo Guarapiranga e Alto Tietê.

Fonte e Agradecimentos: http://noticias.r7.com/sao-paulo/sabesp-nao-investiu-37-do-previsto-antes-da-crise-hidrica-diz-jornal-01062014

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