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Esgoto sem tratamento é despejado no Rio Doce em Colatina

Obras para tratamento de esgoto começaram, mas estão paradas. Previsão é de que tudo fique pronto nos próximos 18 meses.

O esgoto sem tratamento continua sendo despejado no Rio Doce, em Colatina, na região Noroeste do Espírito Santo. As obras para captar o esgoto começaram, mas a construção da estação de tratamento está parada.

Por onde deveria passar apenas água limpa, corre esgoto. O Córrego de São Silvano mudou de cor e tem causado, além de prejuízos ambientais, transtornos para moradores. “Tem muito mosquito, dá barata, dá rato, tudo quanto é coisa. Muito sujo”, disse a dona de casa Alzira Calot.

Em um trecho do Córrego que corta o bairro Santo Antônio, em Colatina, o marceneiro José Salvador conta que o problema começou depois que o esgoto de bairros mais recentes foi desviado para o local.

“Não tinha mais essa catinga aqui, passou a ter esse mal cheiro depois que estão jogando esgoto lá dentro”, afirmou José.

O esgoto que polui o Córrego São Silvano vai parar no Rio Doce, onde se junta ao esgoto de mais de 27 mil casas. A cada minuto, 10 mil litros de sujeira são lançados sem nenhum tratamento no rio.

Tratamento
O tratamento depende do andamento as obras que começaram em 2012. Elas são feitas em etapas. A primeira é a estação de tratamento, no bairro Barbados.

Depois de 10 meses paralisados, os serviços foram retomados em janeiro de 2015, mas pararam novamente em fevereiro de 2016.

“A empresa pediu rescisão de contrato e já colocamos outro processo licitatório na rua. Já tem 52% concluído e a previsão e a acabar tudo em 12 meses”, afirmou o Diretor do Programa de Saneamento Francisco Antônio Arrigoni.

A outra etapa da obra começou em 2014, no lado norte da cidade. Lá também serão feitas redes e estações elevatórias. No local, as obras também estão paralisadas.

O responsável explicou que a empresa também rescindiu o contrato. A previsão é de que seja finalizado até o ano de 2017. O mesmo prazo para a conclusão das obras no lado Sul da cidade.

Obras
As obras são custeadas pelo governo federal e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O valor está orçado em 22 milhões de dólares. O objetivo é tratar 100% do esgoto quando toda rede estiver funcionando.

Fonte: G1
Foto: Divulgação/reportagem

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