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Sabesp espera que Cantareira deixe volume morto no fim de abril

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) acredita que o Sistema Cantareira deve sair do volume morto no fim de abril de 2016. A probabilidade de isso ocorrer é de 97,6%, informou a companhia nesta segunda-feira (16). A estimativa leva em consideração dados históricos dos últimos 85 anos. Apesar disso, a empresa reafirma que é importante continuar economizando água.

Se o Cantareira começar o período seco do ano que vem fora do volume morto, o reservatório terá cerca 25 pontos percentuais a mais de água do que no pior período da crise no começo de fevereiro deste ano, quando o reservatório estava com apenas 5%, usando as duas cotas do volume morto.

O volume morto é um reservatório abaixo das comportas das represas do Sistema Cantareira. Conhecida também como reserva técnica, essa água começou a ser utilizada em maio do ano passado para atender a população, quando as represas do sistema atingiram níveis críticos.

Cantareira estável
O nível do Sistema Cantareira ficou estável nesta segunda e seu nível permaneceu em 17,5%. Em novembro, o conjunto de represas do sistema que abastece 5,3 milhões de consumidores na Grande São Paulo já recebeu 77,6 mm de chuva, 60,3% do esperado para o mês. Os reservatórios, no entanto, seguem operando no chamado “volume morto”.

Outros dois sistemas subiram, um caiu e outros dois ficaram estáveis.

O índice de 17,5 % do Sistema Cantareira considera o cálculo feito com base na divisão do volume armazenado pelo volume útil de água. Após ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a companhia passou a divulgar outros dois índices para o Sistema Cantareira.

O segundo índice leva em consideração a conta do volume armazenado pelo volume total de água do Cantareira e era de 13,6% nesta quinta. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil e era de -11,7 % nesta manhã.

Balanço de inverno
O Cantareira teve o inverno mais chuvoso desde 2009, segundo levantamento do G1 feito com base nos dados divulgados diariamente pela Sabesp.

A estação, que começou em 21 de junho, terminou às 5h20 do dia 23.

O manancial recebeu 188,9 milímetros de chuva no período, maior marca dos últimos seis anos.

A precipitação é 82% maior que a do inverno do ano passado, quando choveram 103,5 mm, mas muito menor que a marca de sete anos atrás: 323,8 mm, em 2009.

Apesar do balanço positivo de chuvas, o sistema seguiu perdendo água durante a estação e ainda está operando no volume morto.

Reserva técnica
A primeira reserva técnica do manancial, o chamado “volume morto”, foi disponibilizada em maio do ano passado. O volume de água é acrescido com ajuda de bombas flutuantes e, nesta primeira etapa, representou a entrada de mais 182,5 bilhões de litros. Mesmo assim, a sequência de quedas no nível das represas continuou no período de seca.

Em 11 de julho de 2014, o volume útil acabou e o abastecimento dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo atendidos pelo Cantareira foi feito com somente com a primeira reserva técnica. Em outubro, a Sabesp teve autorização para usar uma segunda cota do volume morto, com 105 bilhões de litros.

Fonte: G1

 

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