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SP: governo abre comportas enquanto população ainda sofre com falta de água

Há dois anos o projetista mecânico Jacques Perez Pinar, 51, e sua família convivem com a falta de água nas torneiras durante 14 horas por dia no Itaim Paulista, zona leste da capital. Enquanto isso, por causa das recentes chuvas, o governo de São Paulo tem aberto as comportas das represas para evitar que transbordem.

“A rotina aqui tem sido por conta da água. Tudo tem que ser feito ou planejado até as 14h para ter água”, conta Jacques Perez Pinar. A vendedora Elaine Shiino Noleto passa por situação parecida desde fevereiro de 2014. “Em Guarulhos [na Grande São Paulo], os moradores continuam sofrendo com o rodízio de água. Ficamos um dia com água e o outro sem”, conta.

Falta água nas torneiras de Pinar e de Noleto, mas tem sobrado em reservatórios dos sistemas Guarapiranga e Rio Grande, responsáveis pelo abastecimento de cerca de 7,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Desde dezembro, as comportas de barragens dos dois sistemas têm sido abertas para evitar o transbordamento. Foi liberada uma quantidade aproximada de 47,5 milhões de m³ de água. As represas estão cheias por causa do grande volume de chuva registrado nos últimos meses.

De acordo com a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), ligada ao governo estadual, as comportas da barragem do Guarapiranga foram abertas em três momentos desde o mês passado. Em torno de 33,4 milhões de m³ de água foram descarregados (50 m³ / s durante 186 horas). Já a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informa que 14 milhões de m³ de água foram liberados do Rio Grande desde dezembro.

A companhia afirma que “não há desperdício”. Segundo a empresa, tanto a “sobra” do Guarapiranga quanto a água excedente do Rio Grande são transferidas para a represa Billings, que abastece o Guarapiranga por meio do braço “limpo” do Taquacetuba.

“[Essa água] fica disponível para ser reaproveitada, tanto para produção de água potável pela Sabesp quanto para produção de energia elétrica pela Emae”, esclarece a Sabesp. A companhia capta água de dois braços da Billings, o Taquacetuba e o Rio Pequeno.

Fonte: Uol Notícias
Foto: Douglas Pingituro/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

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