saneamento basico

Presidente defende simplificar concessões e PPPs para obras

BRASÍLIA – A presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), disse que uma das questões fundamentais para o próximo governo é simplificar a concessão de obras e buscar parcerias público-privadas (PPPs), principalmente no saneamento. “Em vários casos, as PPPs são fundamentais. Já vi várias dando certo na área de saneamento”, afirmou. Segundo Dilma, uma das principais vantagens do modelo é que as regras de administração nesses casos são características do setor privado. “Tem menos burocracia, menos problemas e, em alguns casos, mais agilidade”, afirmou.

Questionada sobre a importância da parceria para amplia aeroportos regionais, Dilma garantiu que o governo está disposto a realizar concessões e parcerias, mas ponderou que será mais fácil atrair investidores para os aeroportos de cidades médias do que de cidades pequenas. “Em cidades médias, com demanda significativa, podemos fazer com que a administração seja por concessão, mas em cidades menores, não vai ter interessado”, reconheceu.

Segundo Dilma, é preciso avaliar caso a caso para decidir se a expansão dos aeroportos será feita por concessão privada ou por obra pública. “Acredito na administração quando é viável que seja feita por PPPs”, afirmou, citando como bons exemplos os aeroportos de Brasília e de Guarulhos, em São Paulo. Questionada sobre os atrasos na ampliação do aeroporto de Florianópolis, Dilma afirmou que há casos em que o problema é de responsabilidade das empresas. “Têm alguns casos em que a empresa inclusive encerra as obras e somos obrigados a licitar de novo.”

Questionada sobre a construção de presídios por meio de PPPs, Dilma admitiu que o mecanismo também pode ser usado nestes casos e ponderou que essa é uma decisão que cabe aos governos estaduais.

“Pode (fazer PPPs em presídio), mas isso não é uma função do governo federal decidir”, disse. A presidente voltou a dizer que as PPPs podem ajudar a acelerar as obras necessárias no País, mas garante que isso não significa ser menos responsável com o meio ambiente nem com as comunidades indígenas, por exemplo. “Temos que respeitar a existência dessas populações tradicionais”, afirmou. Segundo Dilma, essas questões devem ser resolvidas sempre “no diálogo”.

Fonte: Agência Estado

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »