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Prevista para 2027, usina em Americana poderá reciclar até 72 mil toneladas de resíduos de construção por ano

Prevista para 2027, usina em Americana poderá reciclar até 72 mil toneladas de resíduos de construção por ano

Projeto já tem licença de instalação concedida pela Cetesb. Empreendimento ficará ao lado de aterro que atende Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Hortolândia.

Uma usina que será construída em Americana (SP), prevista para começar a funcionar em 2027, poderá reciclar até 72 mil toneladas de resíduos de construção civil por ano. O projeto já tem licença de instalação concedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O empreendimento ficará em um terreno ao lado de um aterro particular, próximo à Represa do Salto Grande, que recebe o lixo coletado pelas prefeituras de Americana, Santa Bárbara d’Oeste (SP) e Hortolândia (SP).

Segundo a Cetesb, os resíduos, considerados inertes (não se decompõem) e não perigosos, virão de demolições e obras.

Após o processo de reciclagem. A empresa poderá reaproveitar o material no próprio aterro. Ou ainda utilizá-lo em vias e obras. Desde que o empregue em conjunto com outros componentes.

O caminho dos resíduos

De acordo com a Unidade de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos (UTGR) de Americana, que pertence à empresa Multilixo, a usina estará aberta a receber resíduos de qualquer município ou gerador — ainda que o aterro atenda a algumas cidades.

  • O material recebido passará por triagem, com separação de metais que aparecem em meio às estruturas de concreto armado;
  • Esses metais serão levados à indústria siderúrgica para reciclagem;
  • Os demais resíduos inertes, como concreto e tijolos, serão britados. Ou seja. Serão transformados em pequenos cascalhos.
  • A empresa peneirará a brita. Como resultado. Produzirá uma “massa” que poderá reutilizar na construção civil.

Diminuição de descartes irregulares e aterramentos

Embora uma empresa lidere a iniciativa em Americana. O governo federal tem incentivado esse tipo de usina. Principalmente pela necessidade de diminuir descartes irregulares. E também de reduzir o uso de aterros.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, por exemplo, prevê o aumento da reciclagem de resíduos da construção civil para 25% do total gerado.

“Esse processo contribui diretamente para a diminuição do volume de resíduos destinados a aterros, além de substituir insumos provenientes de matéria-prima virgem, com redução associada de emissões de gases de efeito estufa e menor pressão sobre jazidas naturais”, explicou Fábio Zampirollo, gerente de aterros da Multilixo.
Nas regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP), existe uma usina móvel de resíduos da construção civil disponibilizada às prefeituras que integram o Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas (Consimares).

A estrutura consiste em um caminhão conjugado a um equipamento móvel, que tritura restos da construção civil. No entanto, ela funciona em sistema de rodízio nas cidades do consórcio, que são:

  • Nova Odessa (SP);
  • Capivari (SP);
  • Elias Fausto (SP);
  • Hortolândia;
  • Monte Mor (SP);
  • Santa Bárbara d’Oeste;
  • Sumaré (SP).

No caso da usina em Americana, com a licença de instalação concedida em janeiro deste ano, o projeto entrou em fase de estruturação, com detalhamento do cronograma de implantação, além da cotação de equipamentos e definição dos prazos de fornecimento.

A expectativa é iniciar a construção ainda neste ano. Para que, em 2027, a empresa solicite à Cetesb a licença de operação. O que permitirá o funcionamento.

Em nota, a Prefeitura de Americana informou que a UTGR recebeu parecer favorável para o projeto.

Fonte: G1


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