Sabesp reduz fornecimento a cidades e Guarulhos corre risco de ficar sem água
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo é a responsável direta pelo fornecimento de água em 364 dos 645 municípios paulistas
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo é a responsável direta pelo fornecimento de água em 364 dos 645 municípios paulistas
A Secretaria de Meio Ambiente de Praia Grande (Sema), acompanhou nesta terça-feira (12), técnico da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na coleta de material nas três estações de pré-condicionamento de esgoto (EPC), nos bairros Canto do Forte, Tupi e Caiçara. O procedimento avalia o funcionamento das estações e a qualidade do esgoto tratado que segue para o mar, o que contribui para a balneabilidade das praias.
A presidente da Sabesp, Dilma Pena, confirmou que o programa de economia de água que dá 30% de desconto na conta daqueles que são abastecidos pelo sistema Cantareira será prolongado pelo ano todo. A ideia é preservar o manancial e garantir o abastecimento ao longo de 2014.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que seguirá a determinação dos órgãos reguladores do Sistema Cantareira – Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) – e reduzirá a retirada de água das represas de 31 mil litros por segundo para 27,9 mil L/s. A medida será adotada assim que a companhia for notificada e dentro das condições que forem estabelecidas.
Depois de ter subido 0,3 ponto percentual nos dois últimos dias, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta segunda-feira, passando de 16,1% da capacidade de operação para 16%. A partir de hoje, o bombeamento desse maior centro de captação, armazenamento e tratamento de água da região metropolitana de São Paulo terá um corte passando de 31 mil metros cúbicos por segundo para 27,9 mil litros por segundo.
O consórcio que representa municípios e usuários de água das 73 cidades da região de Campinas, onde estão os rios e represas que foram o Sistema Cantareira - maior fonte de abastecimento da Grande São Paulo -, divulgou uma nota de esclarecimento nesta segunda-feira, 10, acusando o governo do Estado e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de transmitirem "a falsa impressão" de que o problema da falta de água está controlado.
Além dos 8,8 milhões de moradores da Grande São Paulo que receberam estímulo com desconto na conta para economizar água, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) apelou para uma carteira especial de clientes.
Os moradores de Rio de Janeiro e São Paulo têm lidado com novos problemas urbanos nos últimos dias e com a crise de serviços essenciais à população. Com a greve dos garis na capital fluminense, a cidade vive dias de caos na limpeza urbana e São Paulo enfrenta o risco de racionamento de água com as constantes queda no nível do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de quase 9 milhões de clientes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na Grande SP.
O nível das águas no reservatório da Cantareira continua em queda e renovou hoje (6) o nível mais baixo da história. Responsável por abastecer as zonas norte, leste e central da capital paulista e mais dez cidades da região metropolitana de São Paulo, o sistema conta agora com 16,1% da capacidade total, apesar da forte chuva que atingiu a cidade na última sexta-feira (28). Ainda assim, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) descartam a possibilidade de racionamento de água.
A economia de dois mil litros de água por segundo obtida com o bônus dado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para usuários do Sistema Cantareira não é suficiente para afastar a necessidade de medidas emergenciais de redução de consumo, como o rodízio ou racionamento. A opinião é do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público Estadual em Piracicaba, que reúne quatro promotores de Justiça. "É uma economia importante, mas muito menor do que se precisa", disse o promotor Ivan Carneiro Castanheiro.