Nível dos reservatórios do Cantareira cai para 10,4%
O nível dos reservatórios do sistema Cantareira caiu de 10,5% para 10,4%nesta sexta-feira, 02, segundo os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O nível dos reservatórios do sistema Cantareira caiu de 10,5% para 10,4%nesta sexta-feira, 02, segundo os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O volume do Sistema Cantareira continua caindo e chegou a 10,7% da capacidade dos reservatórios, 0,2 ponto percentual a menos do que o registrado quarta-feira (29). Os reservatórios são responsáveis pelo abastecimento de cerca de nove milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de liberar água para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior do estado.
A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) definem nesta quarta-feira, 30, a nova vazão média de água que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá retirar do Sistema Cantareira no mês de maio, quando deve ter início a captação do chamado "volume morto" - reserva profunda - do manancial.
As obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Águas de São Pedro (SP), das unidades de bombeamento e de outros equipamentos da rede estão atrasadas e não serão entregues em julho deste ano, que era a previsão inicial da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), concessionária responsável pelo sistema no município desde 1980. O gasto previsto é de R$ 10 milhões. Atualmente, todo o esgoto produzido na cidade é despejado in natura no meio ambiente.
Além do problema imediato da escassez de água provocada pela seca particularmente grave neste ano, que já perturba o abastecimento na Grande São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está às voltas com outro, mais difícil, que não se resolve com chuva. É o envelhecimento da rede de distribuição, cujas condições precárias colaboram para os altos índices de perda de água na região.
A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo ingressou na quinta-feira com representação no Ministério Público Estadual para apurar se a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem responsabilidade na atual crise hídrica do Sistema Cantareira.
Embora tenha anunciado um corte de R$ 900 milhões no orçamento deste ano por causa da crise de falta de água, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) manteve intacta, em R$ 43,7 milhões, a verba para gastar com propaganda. Os contratos com três agências de publicidade foram assinados no dia 26 de março.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu neste sábado, 26, em Itu, sua proposta de um acréscimo de até 30% nas tarifas de água para quem gastar mais de 20% acima da média. Segundo ele, o ônus faz parte do elenco de medidas programadas pelos gestores dos recursos hídricos para estimular o uso racional da água. "Foi dado o bônus e agora vem o ônus, que é só para quem aumenta muito o consumo", disse.
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) comunicou a Prefeitura de Guarujá sobre o termo de notificação de saneamento encaminhado à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A iniciativa da Arsesp demonstra apoio à ação civil pública ingressada pela Administração Municipal no início deste ano contra a estatal, acerca dos transtornos causados a munícipes e turistas por conta da falta d’água na Cidade, em plena temporada de verão. No documento, a Agência faz uma série de determinações à Sabesp, devido à fiscalização realizada em 16 de janeiro deste ano.
São Paulo - Entidades de defesa do direito do consumidor avaliam que a multa aos usuários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que aumentarem o consumo de água só é legal após adoção de racionamento.