Saneamento regional ganha força após concessão de grandes projetos
Após a realização dos principais leilões esperados pelo setor em 2026, municípios ganham espaço como "motor" de pipeline nacional.
Após a realização dos principais leilões esperados pelo setor em 2026, municípios ganham espaço como "motor" de pipeline nacional.
Projeto da Águas do Imperador prevê investimento de R$ 105 milhões na nova estação, que terá capacidade para tratar até 90 litros de esgoto por segundo.
“O nosso maior desafio está dentro do esgotamento sanitário”, disse o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Wilson Bley Lipski, durante a 7º InovaInfra, realizada pela revista O Empreiteiro.
Seis anos atrás, uma mudança na legislação brasileira redefiniu os rumos do saneamento básico no país. Em julho de 2020, a atualização do Marco Legal do Saneamento estabeleceu metas inéditas e desafiadoras: garantir que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), associada da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), abriu a Consulta Pública nº 01/2026.
O desafio de universalizar o saneamento básico em municípios paulistas já está mudando a vida de moradores da Grande São Paulo.
Um estudo elaborado pela GO Associados, em parceria com o Instituto Trata Brasil, revela que a cobertura de abastecimento de água recuou no Nordeste entre 2020 e 2024. Esse período compreende os primeiros anos de vigência do novo Marco Legal do Saneamento.
Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que São Paulo alcançou 93% de cobertura de coleta de esgoto e superou a meta prevista pelo Marco do Saneamento.
Em meio a uma onda de baixo interesse do setor privado pelas últimas grandes licitações de saneamento, o governo de Rondônia tenta tirar do papel o leilão de sua concessão regional, que deverá gerar R$ 4,2 bilhões em investimentos para a universalização.
O saneamento básico deixou de ser apenas uma pauta de infraestrutura. Hoje, ele representa um dos principais indicadores da capacidade de gestão pública e do potencial de desenvolvimento econômico de um estado.