Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que São Paulo alcançou 93% de cobertura de coleta de esgoto e superou a meta prevista pelo Marco do Saneamento.
A coleta de esgoto em São Paulo atingiu o índice de 93,28% de cobertura, garantindo ao estado a primeira posição no ranking nacional do setor. O estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2026”, feito pelo Instituto Trata Brasil, processou indicadores consolidados até o fim de 2024. A marca já ultrapassa o piso de 90% exigido pela legislação federal para o ano de 2033.
Apenas duas unidades da federação conseguiram alcançar o patamar estipulado pelo governo. O Distrito Federal acompanha o território paulista com 91,77% de redes instaladas. O levantamento também mediu o abastecimento de água potável, área em que o estado registrou 97% de atendimento, ficando dois pontos percentuais abaixo da meta final de universalização.
Investimentos impulsionam a coleta de esgoto em São Paulo
Os resultados refletem os aportes financeiros executados pela Sabesp. A companhia injetou R$ 34,6 bilhões até 2024, montante que concentra 30% de todo o recurso aplicado no país. O projeto de desestatização da empresa estrutura uma previsão de R$ 257,2 bilhões até 2060.
Esse volume financeiro corresponde a 60% da projeção nacional e domina quase a totalidade das aplicações voltadas para a região Sudeste. A engenharia necessária para expandir a coleta de esgoto em São Paulo demanda um custo por habitante superior à média nacional para garantir a capilaridade do sistema.
O estado consolidou um aporte de R$ 171 por habitante em 2024, valor R$ 33,98 maior que o índice brasileiro. Dados financeiros projetados para 2025 indicam uma alta acelerada nesse indicador. A concessionária paulista elevou o valor per capita para R$ 508,43, número que ultrapassa a base de R$ 255 calculada como necessária para universalizar os serviços no país.
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Expansão da rede e impacto social direto
A companhia de saneamento conectou 664 mil novos clientes ao sistema de água tratada durante o ano de 2025. O plano de modernização também viabilizou o atendimento de 781 mil domicílios com ligações sanitárias. O serviço avançou sobre áreas rurais, núcleos informais e regiões sem infraestrutura prévia.
O novo modelo de gestão comercial permitiu a ampliação da Tarifa Social Paulista. O mecanismo oferece descontos de até 78% nas faturas de famílias mapeadas em situação de vulnerabilidade. O programa atingiu a marca de 6 milhões de pessoas beneficiadas, dobrando o alcance do período anterior.
A Lei 14.026 estabelece dezembro de 2033 como o prazo limite para a universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário no Brasil. Nesse contexto, o ritmo das obras e a ampliação dos investimentos privados indicam que a coleta de esgoto em São Paulo deverá manter sua trajetória de cumprimento antecipado das metas previstas no Marco Legal do Saneamento. Dessa forma, o estado reforça sua posição entre os que avançam na expansão da infraestrutura e na universalização dos serviços.
Fonte: ABC do ABC
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