Universalização do saneamento avança, mas esgoto atrasa
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
A piora na alavancagem da Aegea, revelada nos resultados da companhia divulgados na madrugada de sábado (11). Após sucessivos atrasos, acendeu um alerta no mercado sobre a sustentabilidade financeira de novos projetos de saneamento.
O Brasil aprovou cerca de US$ 120 milhões em novos investimentos em saneamento. Além disso, com o objetivo de melhorar a infraestrutura hídrica. E também de restaurar bacias hidrográficas no estado de Minas Gerais.
Funcionando sob paredes e calçadas, o saneamento básico pode ser um mecanismo invisível para a maioria da população, mas interfere em praticamente todos os aspectos da vida social. Melhorias ou pioras no setor podem significar também ganhos ou perdas na educação, no mercado de trabalho e, sobretudo, na saúde. Não só isso.
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta terça-feira (7), em Petrolina, no Sertão do São Francisco, o primeiro contrato da concessão parcial dos serviços de saneamento e distribuição de água com o consórcio Vita Sertão, que, além disso, vai oferecer esses serviços a 24 municípios que integram a microrregião Sertão.
Com a missão de levar água potável a 99% da população e serviço de esgoto a 90% até 2033, o Brasil ainda assiste a milhões de pessoas sem acesso a esses direitos constitucionais.
A cidade de Americana, no interior paulista, avançou mais um passo em saneamento. E anunciou adesão ao programa UniversalizaSP.
Levantamento da consultoria Radar PPP aponta que, em 42% das licitações realizadas desde o novo marco legal de 2020, um único grupo apresentou proposta. Além disso, em 20% dos casos, a disputa ficou limitada a dois concorrentes.
Marco do Saneamento deu um salto institucional e desencadeou investimentos. Mas o ranking do Trata Brasil mostra que falta replicar a experiência das ilhas de excelência nos bolsões de atraso.
Reforço de duas ETEs elevou tratamento de esgoto na cidade do Norte catarinense