Por que o Rio Tietê amanheceu coberto por uma extensa camada de espuma
O Rio Tietê amanheceu coberto por uma extensa camada de espuma, na terça-feira, 28 de Julho, na região de Salto, no interior de São Paulo.
O Rio Tietê amanheceu coberto por uma extensa camada de espuma, na terça-feira, 28 de Julho, na região de Salto, no interior de São Paulo.
O rio Tietê não tem nenhum trecho plenamente livre de contaminação. A conclusão é da Fundação SOS Mata Atlântica, a partir da realização da Expedição Tietê 2025, em parceria com universidades e centros de pesquisa.
Os rios Tietê e Pinheiros cruzam São Paulo e são alimentados por córregos e afluentes. Ambos estão poluídos há décadas, principalmente devido ao esgoto in natura despejado diariamente em seus leitos.
Considerado o principal afluente do Tietê, o canal do Rio Pinheiros tem enfrentado problemas históricos com esgoto clandestino, carga orgânica elevada e toneladas de lixo, por cerca dos 25 quilômetros que percorre pela cidade de São Paulo.
O município de Cajamar, na Grande São Paulo, não contava com coleta nem tratamento de esgoto até 2022. Com a expansão dos investimentos após a desestatização da Sabesp pelo Governo de São Paulo, em 2024, o serviço passou a alcançar 79% de cobertura de coleta e 50% de tratamento. As obras na cidade abrangem um conjunto de intervenções que alcança R$ 132 milhões no programa IntegraTietê.
Salto (SP) — Imagens aéreas impactantes registraram o Rio Tietê coberto por uma espessa camada de espuma branca na manhã desta quarta-feira (13). O fenômeno, embora alarmante, é recorrente na cidade, evidenciando a poluição resultante do lançamento de produtos químicos na água.
O saneamento básico avançou no estado de São Paulo e já beneficiou 3,8 milhões de pessoas. Quase dois anos após a desestatização da Sabesp, mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados ao sistema de tratamento de esgoto.
O Governo de São Paulo informou que cerca de 3 milhões de pessoas passaram a ter acesso a saneamento básico. Além disso, outras 2 milhões receberam abastecimento de água potável desde a desestatização da Sabesp, concluída em 2024.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou a Sabesp em mais de R$ 2,5 milhões. A penalidade ocorreu pelo despejo irregular de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros e na Represa Billings.
Atualmente, a cidade trata apenas 2,85% do esgoto gerado. Esse índice é inferior ao registrado em 2025, quando o percentual era de 3,20%. Diante desse cenário, um especialista explica os impactos na saúde pública, no meio ambiente e na segurança hídrica.